Confiança do Comércio Avança Pelo Quarto Mês Consecutivo em Dezembro, Impulsionada por Melhores Expectativas, Aponta FGV
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou uma alta de 0,2 ponto em dezembro, fechando em 90,1 pontos, marcando a quarta elevação consecutiva. A recuperação foi liderada pelas expectativas positivas para o futuro, apesar de uma leve queda na avaliação da situação atual do setor. A melhora nas projeções pode estar ligada a expectativas de afrouxamento da política monetária e aos efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Tucupi

Destaque
A confiança do setor de comércio no Brasil demonstrou uma trajetória ascendente pelo quarto mês consecutivo em dezembro, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (Icom) encerrou o mês em 90,1 pontos, representando um avanço modesto de 0,2 ponto em comparação com o resultado de novembro. Em uma perspectiva trimestral, a melhora se mostra mais acentuada, visto que o Icom subiu 1,8 ponto, atingindo 88,7 pontos, o que sinaliza uma recuperação gradual no otimismo dos empresários do setor ao longo do final do ano. Esta sequência de altas consecutivas sugere uma estabilização, ainda que cautelosa, no humor dos comerciantes brasileiros diante do cenário econômico projetado para o próximo período, indicando um encerramento do ano com um tom mais esperançoso após um ciclo anterior de maior pessimismo.
A análise detalhada dos componentes do índice revela que a manutenção dessa alta na confiança foi inteiramente sustentada pelo Índice de Expectativas (IE-COM), que registrou um crescimento de 1,0 ponto, alcançando a marca de 89,2 pontos. Este movimento indica que, embora as avaliações sobre o momento presente do comércio permaneçam mornas ou estáveis, os agentes econômicos estão projetando cenários significativamente mais favoráveis para o futuro próximo. Especificamente, as projeções relativas às vendas nos próximos três meses e nos próximos seis meses apresentaram elevações consistentes, com a expectativa de negócios em seis meses alcançando o seu nível mais alto desde novembro de 2024. A economista Geórgia Veloso, ligada ao FGV IBRE, atribui essa melhoria nas expectativas à projeção de um alívio na política monetária restritiva, somada aos impactos esperados da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, medidas estas que tendem a estimular o consumo e injetar maior liquidez no mercado a partir do início do ano subsequente.
Em contraste com o otimismo futuro, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) apresentou uma discreta retração de 0,6 ponto, caindo para 91,6 pontos. Este recuo no indicador que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios sugere que as condições operacionais imediatas do setor ainda enfrentam desafios consideráveis, caindo 2,3 pontos no acumulado trimestral. Essa percepção reflete dificuldades persistentes enfrentadas pelos comerciantes, como o alto nível de endividamento das famílias e os efeitos residuais do aperto monetário implementado ao longo de 2025. No entanto, um ponto positivo foi notado na avaliação da demanda atual, que conseguiu subir 1,2 ponto, indicando que o volume de vendas no momento da pesquisa demonstrou resiliência, o que mitigou parcialmente o sentimento mais negativo sobre o estado geral dos negócios. A coleta de dados para esta pesquisa fundamental, essencial para o planejamento empresarial, foi realizada entre os dias 1º e 23 de dezembro. Os resultados completos estão acessíveis no portal da FGV, e a notícia foi originalmente reportada pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/confianca-do-comercio-sobe-02-ponto-em-dezembro-ante-novembro-para-901-pontos-diz-fgv/).
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