Suspeito de Fraude em Consórcio de até R$ 100 mil é Detido em Manaus
Um homem de 26 anos, suspeito de aplicar golpes em consórcios de imóveis em Manaus, causando prejuízos de até R$ 100 mil a vítimas, foi detido. O esquema envolvia a promessa de contemplação rápida mediante pagamento de entrada.
Tucupi

Destaque
A Polícia Civil do Amazonas conseguiu prender, na última terça-feira (16), um indivíduo de 26 anos, identificado como Genilson dos Santos Câmara, que é apontado como o principal responsável por um esquema de fraude em consórcios de casas na capital manauara. As investigações revelaram que o suspeito acumulava mais de cem Boletins de Ocorrência (BOs) registrados contra ele por aplicar golpes que causaram um prejuízo financeiro significativo às vítimas, com perdas individuais variando entre R$ 10 mil e R$ 100 mil. Esta ação policial visa coibir a ação de criminosos que exploram a necessidade de moradia da população local, utilizando métodos fraudulentos sofisticados para desviar grandes quantias de dinheiro em um mercado que atrai muitos moradores da região metropolitana de Manaus.
Segundo informações detalhadas pela delegada Roberta Merly, responsável pelo caso, Genilson dos Santos Câmara não atuava sozinho, sendo apontado como gestor de uma empresa de promoção de vendas que servia de fachada para a atividade criminosa. Além disso, as autoridades policiais indicam que ele possui ligações com outros grupos criminosos que operam esquemas semelhantes em diferentes estados do território nacional, o que sugere uma rede organizada de fraudadores. A descoberta dessas conexões interestaduais é crucial para desmantelar toda a estrutura por trás do golpe, que explorava a esperança de aquisição de bens de alto valor, como imóveis, de forma aparentemente facilitada para os cidadãos de Manaus e arredores.
O modus operandi do grupo criminoso, conforme apurado pelas investigações, baseava-se na divulgação atrativa de anúncios de imóveis pela internet, visando captar clientes rapidamente. Ao estabelecer contato, os golpistas garantiam às vítimas que a contemplação do consórcio ocorreria em um prazo máximo de 30 dias, um tempo extremamente curto e, frequentemente, irrealista. Para selar essa promessa, exigiam um pagamento inicial, uma 'entrada', que oscilava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Uma vez que o valor era transferido, o golpe se consumava: os imóveis prometidos jamais eram entregues, e quando os ofendidos tentavam obter explicações na empresa, eram ludibriados com a alegação de que haviam 'entendido de forma equivocada a proposta' feita inicialmente.
A Polícia Civil reforça que as investigações estão em curso e não foram encerradas com a prisão do suspeito. O foco agora se volta para a identificação de outros possíveis coautores envolvidos na orquestração desses golpes e, fundamentalmente, para a localização de outras vítimas que possam ter sido lesadas pelo esquema, inclusive em outras cidades ou estados que o investigado tinha alcance. A comunidade de Manaus é incentivada a procurar as delegacias competentes caso reconheça o esquema ou tenha tido prejuízos financeiros semelhantes, colaborando assim com a elucidação completa do caso e a responsabilização de todos os envolvidos nesta fraude que impacta diretamente a economia e a confiança no mercado local.
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