Mediana Focus para IPCA 2025 Cai para 4,32%, Abaixo do Teto da Meta de Inflação

A mediana das expectativas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 recuou de 4,33% para 4,32%, conforme o Relatório Focus. Este valor está abaixo do teto da meta de inflação estabelecida (4,50%). As projeções para 2026 também caíram ligeiramente, enquanto o Banco Central mantém a taxa Selic em 15% e sinaliza a necessidade de um período prolongado de juros altos para garantir a convergência da inflação ao centro da meta (3%).

Tucupi

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Mediana Focus para IPCA 2025 Cai para 4,32%, Abaixo do Teto da Meta de Inflação
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Destaque
O mercado financeiro, através do mais recente Relatório Focus divulgado em 29 de dezembro de 2025, sinaliza uma trajetória de desinflação contínua para os próximos anos. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao ano de 2025 registrou nova queda, passando de 4,33% para 4,32%. Este ajuste para baixo representa a sétima redução consecutiva na expectativa dos analistas consultados pelo Banco Central (BC) e posiciona a projeção abaixo do teto da meta de inflação, que é fixado em 4,50%. Essa trajetória sugere que a política monetária restritiva implementada tem surtido efeito progressivo no controle dos preços ao longo do período. Um mês antes, a expectativa para o fechamento de 2025 estava fixada em 4,43%, indicando uma mudança significativa na percepção de risco inflacionário para o médio prazo, refletindo a confiança do mercado na eficácia das medidas adotadas. As projeções para o horizonte de 2026 também acompanharam a tendência de baixa, com a mediana do IPCA caindo de 4,06% para 4,05%, marcando a sexta redução consecutiva. Embora esses números sejam cruciais para balizar as decisões futuras, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém uma perspectiva ligeiramente mais cautelosa, prevendo internamente uma inflação de 4,4% para 2025 e 3,5% para 2026. O Copom reforçou, após sua última reunião, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva. A autoridade monetária justifica essa manutenção por um "período bastante prolongado" como essencial para garantir que a inflação convirja firmemente para o centro da meta estabelecida, que é de 3%. É relevante notar que, sob o regime atual, a meta de inflação opera com uma banda de tolerância de 1,5 ponto percentual acima ou abaixo do centro. Embora a inflação acumulada em 12 meses tenha saído momentaneamente do intervalo (o que tecnicamente acarreta a perda do alvo), os dados recentes apontam para uma desaceleração que traz o indicador para dentro dos limites aceitáveis. O Banco Central tem reiterado seu firme compromisso em trazer a inflação de volta ao patamar de 3%. Enquanto as projeções de longo prazo, como as de 2027 (3,80%) e 2028 (3,50%), se mantiveram estáveis no Focus, a contínua queda nas expectativas de curto e médio prazo oferece um alívio no cenário econômico geral. Essa estabilidade no controle inflacionário tem impactos indiretos em todos os estados, influenciando desde os custos de produção na região Norte, como no Amazonas, até as taxas de juros para crédito e investimentos em todo o território nacional. (Fonte: Jornal de Brasília, adaptado do Estadão Conteúdo, https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/focus-mediana-de-ipca-2025-passa-de-433-para-432-abaixo-do-teto-da-meta/)

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