Análise Tática: Premier League de 2025 Sinaliza Futebol Mais Rápido e Vertical, Com Ecos no Flamengo
O portal Lance! analisou as tendências táticas da Premier League de 2025, observando uma mudança para um jogo mais rápido e vertical, com maior intensidade na pressão e no retorno de jogadas de bola longa. O artigo destaca que o Flamengo, sob o comando de Filipe Luís, espelha essa verticalidade ao utilizar lançamentos longos feitos por zagueiros como Léo Ortiz e Léo Pereira para buscar a segunda bola no ataque. Além disso, a reportagem enfatiza a crescente importância das bolas paradas, citando o brasileiro Gabriel Magalhães (Arsenal) como um exemplo de sucesso nesse aspecto tático.
Tucupi

Destaque
A análise tática detalhada sobre a Premier League de 2025, publicada pelo portal Lance!, revela um futebol europeu em transformação, marcado pela velocidade e verticalidade que começa a influenciar outras competições, inclusive as praticadas no Brasil. O estudo aponta que a liga inglesa, conhecida por ser um laboratório de inovações, priorizou um jogo com menos passes curtos, transições mais rápidas e uma intensidade notável na pressão pós-perda da posse. Essa mudança representa um ciclo que resgata conceitos antigos, como o retorno da bola longa, quebrando a hegemonia da posse controlada vista em temporadas anteriores. O artigo ressalta que, mesmo em um contexto de aceleração, times que ainda prezam pela construção paciente se adaptaram, mas o ritmo imposto força uma abordagem mais direta e agressiva para chegar ao gol adversário, influenciando, por exemplo, a forma como equipes brasileiras encaram suas estratégias ofensivas em competições internacionais e na preparação para o cenário mundial, conforme detalhado na matéria.
De maneira surpreendente para o contexto tático do futebol brasileiro, o texto faz uma conexão direta com o cenário nacional ao citar o Flamengo. Segundo a análise, o time comandado por Filipe Luís, apesar de não ter a aparência de priorizar esse estilo, tem utilizado bolas longas executadas por seus defensores centrais, como Léo Ortiz e Léo Pereira, como uma arma para a construção de jogadas e a disputa pela segunda bola perto da área rival. Essa adaptação reflete o movimento global observado na elite inglesa, onde a média de passes por jogo caiu drasticamente, indicando uma preferência por lançamentos em profundidade, um movimento comparável ao que se viu em anos anteriores com o Manchester City e Erling Haaland. Para analistas consultados pela reportagem, essa tendência de jogo direto e de busca pela bola aérea perto do alvo parece ter vindo para ficar, mesmo em ligas que tradicionalmente valorizam o toque de bola minucioso, desafiando o estereótipo de que o jogo vertical seria sinônimo de menor qualidade técnica, segundo o portal.
Outro ponto crucial destacado na análise da Premier League de 2025 é a consolidação das jogadas de bola parada como um diferencial tático de alta relevância, um aspecto onde o futebol brasileiro historicamente demonstrou resistência em investir plenamente. O artigo cita o Arsenal, que converte uma parte considerável de seus gols a partir de escanteios e faltas, beneficiando-se da estatura de jogadores como o brasileiro Gabriel Magalhães. Essa especialização levou a mudanças estruturais nos clubes ingleses, com a contratação de especialistas em jogadas ensaiadas, como visto no Brentford, que promoveu seu especialista em bolas paradas a técnico principal. Essa valorização do detalhe nas situações estáticas, que muitas vezes é rotulada pejorativamente como "jogo feio" no Brasil, é vista na Europa como uma estratégia acessível e eficaz, capaz de nivelar a disputa entre potências e clubes com menor poder financeiro, um ciclo que o futebol nacional, segundo o colunista Gustavo Fogaça, só recentemente começou a absorver com a chegada de profissionais com mentalidade europeia. (Fonte: Lance! - {url})
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