Bosco Saraiva rebate Tarcísio sobre ZFM: 'Águia não caça mosca' e aponta recordes de faturamento e emprego
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, rebateu duramente as críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao modelo da Zona Franca de Manaus (ZFM) durante as discussões da reforma tributária. Saraiva classificou Tarcísio como alguém que desconhece a importância da ZFM e usou a metáfora "água não caça mosca" para justificar sua recusa em entrar em um debate com quem não entende as nuances estratégicas e ambientais do Polo Industrial de Manaus. Ele defendeu a solidez econômica da ZFM, citando projeções de faturamento recorde (cerca de R$ 225 bilhões) e um crescimento significativo na geração de empregos industriais, que ultrapassou 20 mil novas vagas desde 2023.
Tucupi

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O superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, utilizou uma entrevista exclusiva concedida ao Portal do Holanda para responder com veemência às críticas direcionadas ao modelo da ZFM pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As declarações polêmicas de Freitas ocorreram no contexto das discussões sobre a reforma tributária na Câmara dos Deputados, especificamente questionando a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) aplicada à região amazônica. Saraiva argumentou que as críticas evidenciam um profundo desconhecimento sobre a relevância estratégica, econômica e, crucialmente, ambiental que o Polo Industrial de Manaus representa não só para o Amazonas, mas para o equilíbrio nacional e global. O tom da resposta foi de superioridade técnica frente à crítica, indicando que o foco deve permanecer em debates embasados e não em confrontos superficiais.
Em uma declaração marcante, Bosco Saraiva utilizou uma analogia forte para justificar sua postura em relação ao debate com o governador paulista. "Águia não caça mosca", afirmou Saraiva, salientando que a Zona Franca de Manaus possui uma dimensão tão grandiosa e vital para o Brasil que não se justifica gastar tempo debatendo com aqueles que demonstram ignorância sobre suas complexidades intrínsecas. Ele listou elementos que, segundo ele, quem critica desconhece, como as particularidades dos altos rios amazônicos e a presença de comunidades tradicionais, como os Waimiri-Atroari. Saraiva enfatizou que o modelo da ZFM transcende a mera concessão de incentivos fiscais, atuando como um dos pilares mais eficazes para a preservação da floresta em conjunto com a promoção do desenvolvimento econômico sustentável, uma pauta central para a manutenção da Amazônia.
Para sustentar a solidez do sistema, Saraiva apresentou dados concretos que, segundo ele, desmantelam qualquer narrativa de fragilidade. Ele projetou que o faturamento anual da Zona Franca deve novamente quebrar recordes, atingindo a marca aproximada de R$ 225 bilhões, com um destaque notável para o desempenho recente do Polo Industrial de Manaus, que faturou R$ 21,6 bilhões apenas no mês de outubro. Além do aspecto financeiro, o superintendente ressaltou o impacto direto na empregabilidade. Ele informou que, desde o início de sua gestão em 2023, o contingente de trabalhadores nas fábricas saltou de cerca de 109 mil para 132 mil ao final de outubro, um acréscimo de mais de 20 mil vagas formais, o que comprova a vitalidade e a capacidade do modelo em gerar renda e oportunidades no coração da Amazônia. Essa expansão, segundo Saraiva, impõe o desafio positivo da qualificação técnica, visto que há uma demanda projetada por cerca de 3.600 técnicos industriais nos próximos três anos, representando uma excelente porta de entrada para a juventude local em empregos de melhor remuneração.
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