Fundo Amazônia aprova mais de R$ 2 bilhões em 2025 e amplia escala de atuação para além do bioma
O Fundo Amazônia aprovou mais de R$ 2 bilhões em projetos em 2025, o maior volume anual desde sua criação. Os recursos serão aplicados em restauração de áreas degradadas, apoio a atividades produtivas sustentáveis na Amazônia Legal e expansão de ações de combate a incêndios para o Cerrado e Pantanal. A gestão, realizada pelo BNDES, destacou a retomada operacional e o aumento da cooperação internacional, com nove países doadores ativos, visando fortalecer a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável regional, beneficiando diretamente comunidades locais e indígenas.
Tucupi

Destaque
O Fundo Amazônia registrou um marco histórico em 2025, aprovando um volume superior a R$ 2 bilhões em novos projetos, consolidando a maior injeção de recursos anuais desde a sua fundação. Este desempenho robusto sinaliza uma ampliação significativa da escala de atuação do Fundo, que agora abrange não apenas a preservação e o desenvolvimento sustentável dentro da Amazônia Legal, mas também estende seu apoio ao combate e prevenção de incêndios florestais em biomas adjacentes como o Cerrado e o Pantanal. Segundo dados apresentados durante a Reunião Anual de Doadores, gerida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o período entre 2023 e 2025 acumulou R$ 3,7 bilhões em projetos contratados, o que representa 56% de todo o volume financiado desde a criação do mecanismo, confirmando a plena retomada operacional e a crescente capacidade de execução.
Os investimentos direcionados têm um foco claro em ações estruturantes para a região amazônica, conforme detalhado por representantes do Banco e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Entre as prioridades está o fortalecimento da capacidade de resposta a desastres, com a estruturação de 30 bases operacionais, capacitação de aproximadamente 5 mil profissionais e a distribuição de vasta infraestrutura, incluindo veículos e equipamentos, para brigadas estaduais e Corpos de Bombeiros em todos os nove estados da Amazônia Legal. Além disso, o programa Restaura Amazônia destinará R$ 450 milhões para a recuperação de ecossistemas degradados, com 45 projetos já selecionados que impactam diretamente Terras Indígenas, assentamentos e Unidades de Conservação, promovendo o chamado Arco da Restauração como uma política pública fundamental.
A nova estratégia do Fundo, segundo o BNDES, prioriza a participação direta das populações tradicionais e indígenas, colocando-as como protagonistas na gestão e implementação dos recursos. Mais de R$ 595 milhões foram destinados a projetos de atividades produtivas sustentáveis, beneficiando mais de 20 mil famílias e fortalecendo organizações locais. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que o Fundo prova a viabilidade de aliar rigor na governança com resultados concretos no território, enquanto a Ministra Marina Silva ligou esta performance à redução de mais de 50% do desmatamento na Amazônia em 2025 (em comparação a 2022). Essa redução, por sua vez, viabiliza a captação de novos recursos internacionais, que são traduzidos em desenvolvimento sustentável e inclusão social para aqueles que protegem a floresta, conforme noticiado pelo portal A Crítica (https://www.acritica.com/geral/fundo-amazonia-aprova-mais-de-r-2-bilh-es-em-2025-e-amplia-escala-de-atuac-o-1.391601).
Comentários
Deixe seu comentário
Carregando comentários...
