Serial Killer Condenado por Seis Homicídios Foge de Penitenciária de Segurança Máxima no Tocantins

Renan Barros da Silva, conhecido como o 'serial killer da rotatória' e condenado por seis homicídios, fugiu de uma penitenciária de segurança máxima no Tocantins na noite de Natal, juntamente com outro detento de alta periculosidade. A fuga envolveu serrar grades e usar lençóis improvisados para escalar o muro, e ambos têm ligações com o PCC. A notícia impacta a segurança pública nacional.

Tucupi

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Serial Killer Condenado por Seis Homicídios Foge de Penitenciária de Segurança Máxima no Tocantins
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A segurança pública brasileira foi seriamente abalada na noite de Natal com a fuga de dois detentos de altíssimo risco da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, uma instalação de segurança máxima localizada no Tocantins. Entre os foragidos encontra-se Renan Barros da Silva, de 26 anos, notório por ser o chamado 'serial killer da rotatória', sentenciado pela Justiça a responder por um total de seis assassinatos. A evasão, que ocorreu na quinta-feira (25), expôs falhas gritantes na infraestrutura da penitenciária, uma vez que os criminosos conseguiram serrar as grades de uma cela e utilizar uma corda rudimentar, confeccionada com lençóis, para transpor o alambrado externo da unidade prisional. A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins confirmou prontamente a fuga de Silva e de Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, classificando ambos como indivíduos de extrema periculosidade para a sociedade. Imediatamente após a confirmação, as forças de segurança no sul do estado intensificaram a mobilização em um esforço coordenado entre a Polícia Civil e outras agências estaduais especializadas em inteligência e captura, visando a recaptura urgente dos procurados. Renan Barros da Silva alcançou notoriedade nacional em 2021, quando as investigações conduzidas pela 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP Araguaína) o identificaram como o autor de um triplo homicídio ocorrido em maio daquele ano, somando-se a três outros assassinatos pelos quais ele já estava indiciado. O *modus operandi* detalhado na época apontava para um planejamento complexo e frio: o criminoso providenciava munição antecipadamente, alugava quartos de hotel para se hospedar, roubava meios de transporte, frequentemente motocicletas, e então se emboscava em áreas de mata adjacentes às rodovias para alvejar vítimas que passavam, efetuando disparos fatais diretamente na cabeça. De acordo com as apurações do delegado Adriano de Aguiar, os crimes eram sistematicamente cometidos com o uso de uma pistola calibre 380. Além dos assassinatos cometidos dentro do território tocantinense, Silva também era alvo de investigações por crimes com características semelhantes praticados em Estreito, no Maranhão, indicando uma atuação criminosa itinerante que transitava entre os estados do Pará, Maranhão e Tocantins, região onde também era responsável por arrombamentos a comércios locais. As autoridades de segurança do Tocantins têm feito um apelo enfático à população, reforçando a alta periculosidade dos dois indivíduos foragidos. Foi confirmado que ambos possuem ligações diretas com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e cumpriam sentenças em regime fechado por múltiplos homicídios e outros delitos de alta gravidade. Este tipo de incidente, envolvendo a fuga de um assassino em série conhecido e membros de organizações criminosas de prisões estaduais, necessariamente dispara um alerta de segurança em nível nacional, dada a probabilidade de que os fugitivos tentem se deslocar para outras unidades federativas, incluindo estados vizinhos como o Amazonas, onde poderiam buscar refúgio ou retomar atividades ilícitas. A população é veementemente solicitada a colaborar, fornecendo informações que possam auxiliar na localização dos detentos, através de canais telefônicos confidenciais, como o 190, 197 ou o número direto da Central de Flagrantes 24 horas de Gurupi (63) 3312-4110, que aceita denúncias anônimas também via WhatsApp, assegurando o sigilo absoluto das fontes, conforme protocolo da Secretaria de Segurança Pública. A notícia foi originalmente publicada pelo Jornal de Brasília.

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