Confiança da Construção Cai em Dezembro ao Menor Nível Desde Maio de 2021, Indica FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 1,2 ponto em dezembro de 2025, atingindo 91,4 pontos. Este é o patamar mais baixo registrado desde maio de 2021. A queda reflete uma piora generalizada na percepção da situação atual e nas expectativas futuras do setor, mesmo com o andamento de programas de infraestrutura e o Minha Casa Minha Vida. A pesquisa entrevistou 731 empresas.

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Confiança da Construção Cai em Dezembro ao Menor Nível Desde Maio de 2021, Indica FGV
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Destaque
O setor da construção civil brasileiro enfrentou um cenário de desânimo significativo no final de 2025, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou uma queda de 1,2 ponto no mês de dezembro, fechando em 91,4 pontos. Este resultado marca o nível mais baixo para o indicador desde maio de 2021, sinalizando um declínio na expectativa dos empresários do ramo. A coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo, indicou que a deterioração na confiança está ancorada tanto na avaliação negativa do momento presente quanto nas projeções menos otimistas para os próximos meses. Este movimento pessimista ocorre em um contexto onde o setor tem sido impulsionado por investimentos em infraestrutura e pela continuidade do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, sugerindo que fatores macroeconômicos ou custos operacionais podem estar ofuscando esses incentivos. As análises detalhadas do ICST apontam para uma retração disseminada nas percepções dos agentes econômicos. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) diminuiu 1,3 ponto, estabelecendo-se em 91,2 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) também apresentou um recuo de 1,2 ponto, chegando a 91,8 pontos. Essa fragilidade se reflete diretamente na percepção de demanda, visto que o indicador de negócios atuais cedeu 1,8 ponto, caindo para 91,1 pontos, e a previsão de demanda para o trimestre seguinte recuou 1,9 ponto, atingindo 92,6 pontos. Esses números agregados sugerem que, apesar de haver algum trabalho em andamento, a geração de novas encomendas e a projeção de crescimento estão sob pressão, o que pode resultar em cautela nos investimentos futuros e impacto no emprego setorial. É notável, porém, que houve uma ligeira contramão na utilização dos recursos produtivos disponíveis. O Nível de Utilização da Capacidade Produtiva (Nuci) avançou em 0,9 ponto percentual, atingindo 78,5% no período de coleta. Esse aumento foi puxado principalmente pelos componentes de Mão de Obra e Máquinas e Equipamentos, que subiram 0,9 e 0,6 pontos percentuais, respectivamente. Apesar da maior absorção da capacidade instalada, a baixa confiança geral indica que as empresas podem estar hesitando em realizar grandes aportes de capital ou expandir permanentemente suas estruturas. Os dados consolidados, que refletem as respostas de 731 empresas coletadas entre os dias 1 e 19 de dezembro de 2025, foram reportados pelo Jornal de Brasília, baseando-se em informações do Estadão Conteúdo.

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