Exportações do Brasil a Sócios do Mercosul Somaram US$ 23,8 Bi de Janeiro a Novembro, Diz Secom
As exportações brasileiras para os países do Mercosul registraram um crescimento significativo de 30% entre janeiro e novembro de 2025, atingindo US$ 23,8 bilhões, impulsionadas principalmente pelo comércio com a Argentina. As importações do bloco, contudo, apresentaram uma leve retração no mesmo período.
Tucupi

Destaque
Dados recentes divulgados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) revelam um panorama robusto do comércio exterior brasileiro com os países membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul) ao longo dos onze primeiros meses de 2025. As exportações nacionais com destino aos parceiros do bloco totalizaram impressionantes US$ 23,8 bilhões no período compreendido entre janeiro e novembro deste ano, marcando um crescimento expressivo de 30% em comparação com o mesmo intervalo de tempo em 2024. Este salto positivo no saldo comercial é majoritariamente atribuído ao significativo aumento nas vendas direcionadas à Argentina, o principal parceiro comercial do Brasil dentro do Mercosul, o que demonstra a interdependência econômica crescente entre as nações do bloco regional e a recuperação ou expansão de setores específicos da indústria brasileira voltados para o mercado vizinho.
Em contrapartida, as movimentações de bens no sentido inverso, ou seja, as importações realizadas pelo Brasil provenientes dos demais sócios do Mercosul, apresentaram uma dinâmica distinta neste mesmo período. O montante totalizou US$ 16,9 bilhões nos 11 meses analisados de 2025, o que representa uma diminuição de 4,1% quando comparado aos resultados observados no ano anterior. Essa diferença na balança comercial sinaliza que, embora o Brasil esteja vendendo significativamente mais para seus vizinhos do bloco, a dependência ou o volume de aquisições externas vindas de Argentina, Uruguai e Paraguai registrou um ligeiro arrefecimento, um dado que pode ser relevante para a indústria nacional e a substituição de importações em Manaus, caso se verifique maior competitividade dos produtos locais.
As informações foram formalizadas em um documento distribuído pela Secom à imprensa, antecipando a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que será sediada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Além dos dados pontuais de 2025, o relatório destaca a trajetória de longo prazo do bloco, sublinhando que o volume de trocas comerciais entre seus membros se multiplicou mais de dez vezes desde a fundação oficial, evoluindo de meros US$ 4,5 bilhões em 1991 para atingir a marca de US$ 49 bilhões no ano de 2024. Apesar desse crescimento histórico, as transações comerciais dentro do Mercosul em 2024 indicaram uma modesta retração de 1,6% frente a 2023. É importante notar que os reflexos dessas dinâmicas comerciais regionais podem influenciar setores industriais e logísticos no Amazonas, especialmente aqueles envolvidos na cadeia produtiva de bens de consumo e matérias-primas trocadas com a região do bloco.
A análise desses números, conforme reportado pelo Jornal de Brasília com base em informações da Secom, oferece um termômetro da saúde das relações econômicas sul-americanas no fim de 2025. Para o Amazonas, um estado com forte vocação industrial e dependência de cadeias de suprimentos, a expansão das exportações para o Mercosul sugere um ambiente potencialmente favorável para a Zona Franca de Manaus (ZFM), dependendo da composição dos produtos que impulsionam esse crescimento. A proximidade e os acordos do Mercosul com a Argentina são particularmente cruciais, demandando atenção contínua das autoridades locais para maximizar os benefícios decorrentes deste intercâmbio comercial. Os dados completos foram coletados até novembro de 2025, conforme divulgado pela fonte (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/exportacoes-do-brasil-a-socios-do-mercosul-somaram-us-238-bi-de-janeiro-a-novembro-diz-secom/).
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