Furtos de Ferros Coloniais na Praça Jefferson Pères, em Manaus, Expõem Ineficácia do Sistema de Monitoramento 'Paredão'
Furtos de ferros coloniais na Praça Jefferson Pères, no Centro de Manaus, próximo ao Palácio Rio Negro, estão causando revolta na população devido à aparente ineficácia do sistema de videomonitoramento "Paredão" do Governo do Amazonas em coibir o crime contra o patrimônio histórico.
Tucupi

Destaque
O patrimônio histórico no coração de Manaus continua sendo alvo de ações criminosas, gerando grande insatisfação entre os moradores e frequentadores da região central. Recentemente, foram registrados novos furtos de ferros coloniais localizados na Praça Jefferson Pères, um ponto estratégico situado ao lado do imponente Palácio Rio Negro, um dos marcos arquitetônicos mais significativos da capital amazonense. A persistência desses atos de vandalismo e furto, mesmo em uma área de alta visibilidade e monitoramento aparente, levanta sérias questões sobre a segurança pública e a preservação do acervo histórico da cidade. A população clama por providências concretas, notando que o mero registro visual fornecido pelas câmeras parece não ser suficiente para dissuadir a ação dos infratores que buscam lucrar com o material histórico furtado e danificado.
A comunidade local expressa sua indignação, especialmente porque a área em questão é contemplada pelo sistema de videomonitoramento denominado "Paredão", implantado pelo Governo do Amazonas justamente com o propósito de inibir a criminalidade e proteger o patrimônio. O fato de os furtos ocorrerem de forma reiterada, sem que haja prisões ou identificação imediata dos responsáveis pelo desmonte das estruturas históricas, aponta para uma fragilidade no sistema de vigilância ou, na visão dos cidadãos, para uma ineficiência operacional alarmante. Os munícipes questionam veementemente o propósito e a eficácia desse investimento em tecnologia de segurança, desabafando que a estrutura, destinada a proteger o espaço público, falha em seu propósito fundamental de prevenir o delito antes que ele ocorra. Este cenário reforça a percepção de descaso com a memória e a identidade cultural da cidade de Manaus, exigindo uma revisão urgente das estratégias de segurança local.
Os prejuízos decorrentes destes furtos não são apenas estéticos, mas representam a perda de peças que carregam valor histórico inestimável para a narrativa de Manaus. A destruição contínua do mobiliário urbano antigo, como os grades de ferro colonial, contribui para a degradação do centro histórico, afetando negativamente a imagem turística e diminuindo o senso de pertencimento da população que valoriza a sua história. É imperativo que as autoridades policiais e de patrimônio público revisem os protocolos de resposta e a eficácia operacional das câmeras de monitoramento instaladas na avenida Sete de Setembro. A segurança do patrimônio público, especialmente em locais tão centrais e simbólicos, deve ser tratada com a máxima prioridade, exigindo uma resposta coordenada que vá além da simples instalação de equipamentos, focando na inteligência e na repressão efetiva contra esses crimes. Os relatos dos cidadãos sublinham a necessidade urgente de um policiamento mais ostensivo e de ações investigativas que resultem na responsabilização dos envolvidos, conforme noticiado originalmente pelo portal CM7 Brasil.
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