Produção de Petróleo e Gás Atinge 4,921 Milhões de Barris em Novembro, com Destaque para o Pré-Sal
A produção combinada de petróleo e gás natural no Brasil atingiu 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em novembro de 2025, conforme dados da ANP. Apesar de uma leve queda mensal na produção diária de petróleo, o volume representa um aumento significativo de 13,9% na comparação anual. O pré-sal manteve sua liderança, sendo responsável por quase 80% da produção total. A notícia, embora trate de dados nacionais, é relevante para o Amazonas devido à dependência logística e econômica de combustíveis na região.
Tucupi

Destaque
Os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam um panorama da produção nacional de hidrocarbonetos referente ao mês de novembro de 2025. Conforme o Boletim Mensal da Produção, o Brasil registrou uma produção combinada de petróleo e gás natural de impressionantes 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Esta cifra estatística, contudo, é marcada por flutuações quando comparada a períodos imediatamente anteriores. Especificamente, a extração diária de petróleo somou 3,773 milhões de barris por dia (bbl/d), o que sinaliza uma redução de 6,4% em relação ao mês de outubro de 2025. No entanto, o desempenho mostra um crescimento robusto de 13,9% no comparativo anual frente a novembro de 2024, indicando uma tendência de expansão da capacidade produtiva brasileira ao longo dos anos, mesmo com as variações mensais inerentes ao setor. Paralelamente, a produção de gás natural também seguiu a tendência de recuo mensal, ficando em 182,57 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), o que implica uma diminuição de 6,3% ante o mês anterior, mas ainda assim representando um salto notável de 15,7% se comparado a novembro do ano anterior.
O núcleo da produção energética brasileira, segundo os dados da ANP, reside nos campos do pré-sal, que continuam a dominar as estatísticas nacionais. Esta porção do território marítimo foi responsável por expressivos 3,913 milhões de boe/d em novembro, o que equivale a 79,6% de toda a produção registrada no país. A ANP detalhou que, apesar da ligeira redução de 8,5% na produção do pré-sal em relação a outubro, o crescimento anual é igualmente considerável, com alta de 15,6% em comparação a novembro de 2024. A predominância do ambiente offshore na extração é inegável, visto que a maior fatia da produção de petróleo (97,7%) e de gás natural (85,7%) se concentra em instalações marítimas. A Petrobras, atuando isoladamente ou em parceria, manteve sua liderança incontestável no setor, sendo responsável por 89,35% do volume total extraído, proveniente de um universo de 6.082 poços que se encontravam ativos, sendo que destes, apenas 539 estão instalados no ambiente offshore, destacando-se a produtividade das unidades flutuantes.
Embora os dados se concentrem majoritariamente no litoral Sudeste do país, a saúde do setor de óleo e gás possui reflexos econômicos que se propagam por toda a federação, alcançando inclusive regiões distantes como a Amazônia Ocidental. O estado do Amazonas, e sua capital Manaus, dependem intrinsecamente da logística de combustíveis e da arrecadação fiscal gerada pela indústria petrolífera, notadamente pela operação da refinaria de Manaus (REMAN). Variações na produção e nos preços internacionais do barril impactam diretamente a matriz energética e a economia regional, influenciando custos de transporte e a disponibilidade de derivados essenciais para a região Norte. A performance de campos emblemáticos como Búzios (o maior produtor de petróleo) e Mero (o maior produtor de gás), ambos localizados na Bacia de Santos, definem o ritmo macroeconômico que indiretamente afeta as cadeias de suprimentos e o desenvolvimento industrial no Norte do país, sublinhando a interconexão da economia brasileira.
As instalações de produção que se destacaram em volume em novembro foram o FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, e o FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, evidenciando a importância estratégica da infraestrutura de produção flutuante para a meta energética nacional. A notícia, originada do Jornal de Brasília em 5 de janeiro de 2026, baseia-se em informações oficiais da ANP e destaca a dinâmica da principal commodity energética do país, um fator chave para a balança comercial brasileira e para as projeções de investimento que podem, em um segundo momento, beneficiar polos industriais e logísticos localizados longe do litoral, como os presentes no Amazonas. Os detalhes completos e a metodologia de cálculo podem ser consultados através do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, disponibilizado pela agência reguladora. (Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/producao-de-petroleo-e-gas-atinge-4921-milhoes-de-barris-em-novembro/)
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