Varejo Nacional Cresce 2,6% no Natal, Mas Preferência por Itens Essenciais Indica Cautela Consumidora
O faturamento do varejo brasileiro cresceu 2,6% no Natal (19 a 25 de dezembro) em comparação com o ano anterior, impulsionado principalmente pelo comércio online (+10,2%) e pela compra de itens essenciais. Setores como Drogarias e Farmácias (+10,3%) e Supermercados (+3,3%) tiveram bom desempenho, enquanto itens tradicionais de presente, como Vestuário e Móveis, apresentaram retração, indicando um consumo mais cauteloso e racional por parte da população.
Tucupi

Destaque
O cenário do varejo nacional no período natalino demonstrou um crescimento nominal de 2,6% nas vendas, conforme apurado pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) para o intervalo entre 19 e 25 de dezembro, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Este avanço, embora positivo, carrega nuances importantes que refletem o comportamento econômico do consumidor brasileiro. A dinâmica de crescimento foi notavelmente puxada pelo canal digital, que registrou uma alta expressiva de 10,2% nas vendas, enquanto as transações realizadas em estabelecimentos físicos apresentaram uma expansão mais modesta, de 1,8%. Essa disparidade reforça a consolidação do e-commerce como um motor fundamental das vendas no país, especialmente em épocas de pico como o Natal, mesmo em um contexto geral de cautela econômica que permeia as decisões de compra.
O aspecto mais revelador deste Natal foi a clara priorização do consumidor por itens considerados essenciais em detrimento dos presentes tradicionais, sinalizando um consumo mais consciente e orientado pela necessidade. O grupo de produtos tipicamente associado a presentes sofreu uma retração de 0,2%, sob a pressão de segmentos como Vestuário (-0,4%) e Móveis, Eletro e Departamentos (-1,1%). Em forte contraste, setores essenciais dominaram os ganhos: Drogarias e Farmácias lideraram com um aumento de 10,3%, seguidos de perto por Cosméticos e Higiene (+5,5%) e Supermercados e Hipermercados (+3,3%). Carlos Alves, vice-presidente de negócios da Cielo, destacou que o Natal foi pautado por escolhas racionais, sustentadas majoritariamente pelos segmentos vitais e pelo ambiente digital, uma tendência que pode indicar uma postura de prudência financeira que se estende para o início do novo ano.
Essa cautela se manifesta também na estrutura de pagamento. Embora o crédito parcelado ainda tenha um tíquete médio significativamente superior (R$ 484,51) em comparação com o PIX (R$ 71,60), o Pix concentra uma fatia considerável das transações (9,2%). O índice aponta ainda que bens não duráveis e serviços foram os que mais cresceram em termos de faturamento, com alta de 4,0% e 2,7%, respectivamente. Já os bens duráveis e semiduráveis tiveram uma leve retração de 0,3%. Para o contexto geral do mercado brasileiro, a concentração de consumo em bens essenciais e a força do digital sugerem que os varejistas devem continuar adaptando seus estoques e estratégias de logística, focando em produtos de alta demanda essencial e fortalecendo a presença online para capturar o crescimento observado nesses segmentos, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/varejo-cresce-26-no-natal-mas-preferencia-por-itens-essenciais-indica-cautela/).
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