IBGE: Aumento de Empregos Formais no Brasil é Considerado Sustentado Após Adição de 1 Milhão de Vagas no Setor Privado
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou a adição de um milhão de empregos formais no setor privado no trimestre encerrado em novembro, elevando o total para 39,4 milhões. Este crescimento é classificado como sustentado ao longo do ano, contribuindo para a redução da taxa de informalidade, que caiu para 37,7%. Adicionalmente, o rendimento médio real habitual alcançou um recorde de R$ 3.574.
Tucupi

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O mercado de trabalho formal brasileiro demonstrou resiliência e crescimento consistente, conforme os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre finalizado em novembro, o setor privado do país adicionou impressionantes um milhão de novas vagas com carteira assinada, elevando o contingente total de empregados formais para 39,4 milhões, um marco histórico segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas do IBGE, enfatizou que, embora as variações trimestrais possam não ser sempre estatisticamente significativas individualmente, a trajetória geral aponta para um movimento de consolidação da formalidade ao longo do período analisado. Este avanço na formalização é um indicador crucial de estabilidade econômica e se soma ao crescimento observado em outros segmentos, como o setor público, que também atingiu um pico de 13,1 milhões de trabalhadores.
Um dos resultados mais notáveis deste movimento é a consequente redução da informalidade. A taxa de pessoas ocupadas sem carteira assinada no setor privado manteve-se estável no trimestre, mas houve uma retração anual de 3,4%, resultando na queda da proporção de trabalhadores informais na população ocupada total para 37,7% (38,8 milhões de pessoas). Essa dinâmica indica que a expansão do emprego formal está superando o crescimento da informalidade, um sinal positivo para a qualidade do emprego gerado no país. Paralelamente, o contingente de trabalhadores por conta própria também registrou um novo recorde, chegando a 26 milhões, embora esse número tenha se mantido estável em relação ao trimestre anterior. A recuperação do emprego formal, especialmente em setores como administração pública, defesa e educação, reforça a base produtiva nacional.
Os indicadores de remuneração também acompanharam a melhora no cenário de emprego. O rendimento médio real habitual da população ocupada atingiu o valor recorde de R$ 3.574, representando um aumento de 1,8% no trimestre e 4,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, já ajustado pela inflação. Esse aumento salarial foi impulsionado significativamente pelos ganhos nos ramos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras. Com o aumento tanto no volume de empregos formais quanto no rendimento médio, a massa total de rendimento real habitual do Brasil alcançou a cifra recorde de R$ 363,7 bilhões. Estes dados, fundamentais para entender a saúde da economia brasileira, foram divulgados pelo IBGE e noticiados pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/aumento-de-carteira-assinada-no-brasil-e-sustentado-diz-ibge/).
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