MPF encerra 2025 com 400 investigações contra o crime organizado em andamento, com foco em crimes ambientais
O Ministério Público Federal (MPF) encerrou o ano de 2025 com 400 investigações ativas contra o crime organizado, conforme dados consolidados pelo Gaeco Nacional. Embora São Paulo lidere em inquéritos e o Rio de Janeiro em bloqueio de bens, a atuação regional dos Gaecos estaduais destacou focos específicos, incluindo crimes ambientais, relevantes para a Amazônia, além de tráfico internacional de drogas e corrupção.
Tucupi

Destaque
O Ministério Público Federal (MPF) finalizou o ano de 2025 com um saldo significativo no combate à criminalidade organizada em todo o território nacional, registrando a manutenção de 400 investigações em aberto. Este panorama foi consolidado pela coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Nacional, uma estrutura recém-estabelecida em julho do mesmo ano com o propósito explícito de intensificar a repressão a organizações de alcance nacional e transnacional. A consolidação dos dados revela a vasta operação dos 27 núcleos estaduais do MPF, sublinhando a complexidade e a diversidade dos alvos criminosos enfrentados pelas instituições de controle ao longo do ano, o que indiretamente reflete nos esforços de segurança e integridade territorial em estados como o Amazonas, onde as dinâmicas criminosas possuem particularidades regionais muito próprias.
A análise dos resultados operacionais mostra uma distribuição de focos entre as unidades federativas, indicando estratégias adaptadas às realidades locais que exigem atenção especializada. Enquanto unidades como São Paulo destacaram-se pelo volume de inquéritos em curso (68) e denúncias apresentadas (28), o Rio de Janeiro liderou em termos de impacto financeiro, com pedidos de bloqueio e sequestro de bens totalizando expressivos R$ 23 bilhões, além de ter sido palco de 12 grandes operações coordenadas. No total, o esforço conjunto resultou na formalização de 126 denúncias à Justiça Federal contra 929 indivíduos e pedidos de bloqueio de ativos que superaram a marca de R$ 28 bilhões. Essas operações abordaram primariamente crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de entorpecentes, delitos estes que frequentemente possuem ramificações diretas com a exploração ilegal de recursos naturais e a fragilidade das fronteiras na Região Norte do país.
Um ponto de especial atenção para a cobertura regional, particularmente no que tange à esfera do Amazonas, reside na menção explícita aos delitos ambientais como foco de atuação em diversos estados. Embora o tráfico internacional de drogas tenha sido o alvo predominante nas unidades locais, a capacidade do Gaeco de direcionar esforços para crimes ambientais sinaliza um alinhamento institucional com as preocupações centrais da Amazônia Legal, onde a atuação de grupos organizados se entrelaça frequentemente com o desmatamento ilegal, o garimpo não autorizado e a grilagem de terras. Além disso, a atuação do MPF também englobou a repressão a atos antidemocráticos e o tráfico de armas, demonstrando uma abrangência institucional que visa proteger tanto o patrimônio ambiental quanto a ordem institucional, aspectos cruciais para o desenvolvimento econômico sustentável da região amazônica e sua segurança jurídica.
Os dados divulgados pelo MPF, conforme reportado pela CNN Brasil, reforçam a institucionalização e o fortalecimento dos mecanismos de controle federal contra o crime organizado, provendo uma visão quantitativa da eficácia dessas novas estruturas como o Gaeco Nacional. A especialização regional, que permitiu focar em temas como ilícitos ambientais em certas unidades, é um indicativo importante de que as diretrizes institucionais estão sendo adaptadas para enfrentar ameaças multifacetadas, incluindo aquelas que afetam diretamente a soberania e a economia baseada nos recursos naturais da região amazônica. É fundamental que a continuidade dessas investigações seja monitorada para garantir que os impactos na governança ambiental e na segurança da região sejam efetivos e duradouros, combatendo as estruturas que ameaçam a integridade territorial brasileira.
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