Mediana da Selic para o Fim de 2026 se Mantém em 12,25% no Boletim Focus, Indica Relatório

O Relatório Focus do Banco Central manteve a projeção mediana da taxa Selic para o fim de 2026 em 12,25%. Uma análise de curto prazo (cinco dias úteis) revelou uma leve queda para 12,13%. As projeções econômicas impactam o cenário de crédito e investimento no Brasil, incluindo o Amazonas.

Tucupi

Tucupi

Mediana da Selic para o Fim de 2026 se Mantém em 12,25% no Boletim Focus, Indica Relatório
camera_altFoto: com
Destaque
As projeções mais recentes do mercado financeiro brasileiro, conforme apuradas no Relatório Focus do Banco Central, indicam uma estabilidade na expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao término do ano de 2026. A mediana das previsões permaneceu fixa em 12,25%, de acordo com dados divulgados pelo BC nesta última segunda-feira, 29 de dezembro. Apesar da manutenção do valor geral, uma análise mais detalhada, que considerou apenas as 88 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, demonstrou um ligeiro recuo, com a projeção caindo para 12,13%. Este cenário de estabilidade ou ajuste marginal nas expectativas futuras sobre o custo do dinheiro no país é um termômetro crucial para o planejamento econômico de empresas e consumidores em todas as regiões brasileiras, influenciando diretamente as taxas de empréstimos, financiamentos e o volume de investimento produtivo em diversos setores. As implicações dessas projeções macroeconômicas se estendem por toda a federação, afetando o planejamento orçamentário e as projeções de crescimento para economias regionais importantes, como a do Amazonas. Neste estado, o custo do capital é um fator determinante para setores vitais como a Zona Franca de Manaus e o comércio varejista, que dependem de linhas de crédito acessíveis. A taxa Selic, mesmo projetada para o médio prazo, estabelece o tom da política monetária nacional e molda a confiança dos investidores no cenário doméstico. É importante contextualizar que a decisão anterior do Comitê de Política Monetária (Copom) foi a de manter a taxa em 15% pela quarta vez consecutiva, um patamar que se alinha com a mediana projetada para o final de 2025, sinalizando um período prolongado de juros elevados como estratégia para o controle inflacionário, conforme detalhado na ata da última reunião do colegiado. Olhando para o horizonte de longo prazo, o Relatório Focus também apresentou estimativas para os anos subsequentes. A projeção para o final de 2027 permaneceu inalterada em 10,50% pela 46ª semana consecutiva, sugerindo um consenso mais consolidado sobre a trajetória de queda gradual dos juros nos próximos anos. Já para o final de 2028, a mediana sofreu uma leve elevação, passando de 9,50% para 9,75%, indicando que o mercado antecipa taxas de juros ainda acima dos dois dígitos na virada da década, embora em clara trajetória descendente. Essas tendências são fundamentais para o planejamento de grandes projetos de infraestrutura e investimentos produtivos que dependem de financiamento com taxas competitivas, temas de alta relevância para o desenvolvimento econômico sustentável da capital amazonense e do estado como um todo. Os dados completos e oficiais foram reportados pelo Jornal de Brasília com base na publicação do Banco Central.

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Carregando comentários...