Filha de cabeleireira assassinada em Osasco lamenta: 'Meu mundo desabou'

Filha de cabeleireira assassinada em Osasco (SP) homenageia a mãe nas redes sociais, enquanto a polícia segue a busca pelo principal suspeito, o ex-companheiro da vítima. O caso é investigado como feminicídio e reflete um aumento estatístico dessa modalidade de crime no estado de São Paulo.

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Uma tragédia familiar abalou a Região Metropolitana de São Paulo, gerando comoção pública e mobilizando as forças de segurança na caça a um indivíduo foragido. Francielly Rebelo, filha de Simone Pereira de Oliveira, cabeleireira brutalmente assassinada a facadas no último sábado (20) em Osasco, utilizou suas redes sociais para expressar a dor da perda, declarando em uma publicação emocionada: “Meu mundo desabou, mãezinha”. A jovem também manifestou gratidão pela honra de ter sido filha de alguém tão amado, enquanto as investigações avançam sob o sigilo necessário para a captura do responsável, conforme relatado pela fonte. O crime, classificado preliminarmente como feminicídio, ocorreu no local de trabalho da vítima, na Rua Maria do Céu Henrique Barbosa. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender a um chamado de violência doméstica, mas, apesar dos esforços de socorro, Simone não resistiu aos ferimentos graves. As atenções policiais estão voltadas agora para localizar Vagner Santos, de 40 anos, ex-companheiro da vítima, que se evadiu imediatamente após o ato e cujo paradeiro permanece desconhecido. A filha da vítima chegou a compartilhar um vídeo que seria do suspeito nas redes, solicitando a ajuda da comunidade para identificar o local onde a gravação foi feita, na tentativa de auxiliar as diligências policiais em andamento. Este lamentável episódio se insere em um contexto estatístico preocupante para o Estado de São Paulo. De acordo com a SSP, o registro de casos de feminicídio, tipificado pela Lei 13.104/2015, apresentou uma elevação significativa, somando 207 ocorrências entre janeiro e outubro deste ano, o que representa um aumento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A capital paulista, em particular, atingiu o maior número de registros históricos de feminicídio desde que a tipificação entrou em vigor em 2015, com 53 casos documentados apenas nos dez primeiros meses da medição atual, evidenciando a persistência da violência de gênero. As investigações estão centralizadas no 10º Distrito Policial de Osasco, que trabalha para coletar depoimentos e evidências que levem à detenção de Vagner Santos. Enquanto isso, a comunidade e amigos de Simone prestam homenagens, exigindo justiça pela vida ceifada de forma violenta. A mobilização social em torno do caso, amplificada pelas redes sociais, demonstra a gravidade da violência enfrentada no país, ecoando em diferentes esferas da sociedade, conforme a notícia publicada em Jornal de Brasília ({url}).

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