Juros do Crédito Pessoal e Cartão Rotativo Avançam para as Famílias em Novembro, Segundo BC

Dados do Banco Central (BC) indicam que as taxas médias de juros para crédito livre a pessoas físicas subiram em novembro. O crédito pessoal não consignado e o parcelamento do cartão de crédito registraram altas anuais significativas, enquanto o rotativo manteve-se em patamares extremamente elevados. Em contrapartida, algumas linhas de crédito livre para empresas registraram quedas mensais. Este encarecimento do crédito está atrelado ao ciclo de manutenção da taxa Selic elevada para o controle inflacionário.

Tucupi

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Juros do Crédito Pessoal e Cartão Rotativo Avançam para as Famílias em Novembro, Segundo BC
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Destaque
Dados recentes divulgados pelo Banco Central (BC) revelam um cenário de aumento nas taxas de juros cobradas das famílias brasileiras por meio de operações de crédito livre durante o mês de novembro. Este movimento reflete a política monetária vigente, onde a taxa básica de juros (Selic) permanece elevada como ferramenta de controle da inflação. Para pessoas físicas, o destaque negativo foi o crédito pessoal não consignado, que viu suas taxas anuais avançarem expressivos 5,5 pontos percentuais, atingindo a marca de 106,6% ao ano. Adicionalmente, o crédito parcelado no cartão de crédito também registrou elevação, subindo 3,2 pontos percentuais e fechando em 181,2% ao ano, conforme apurado no relatório de crédito do BC. A manutenção de juros elevados no crédito, mesmo com medidas de limitação, impacta diretamente o orçamento familiar em todo o país, influenciando o poder de consumo e intensificando o endividamento das famílias brasileiras frente ao custo de vida crescente. O aspecto mais alarmante para o consumidor médio permanece sendo o cartão de crédito rotativo, modalidade utilizada por quem não quita o valor total da fatura. Em novembro, a taxa média desta modalidade atingiu impressionantes 440,5% ao ano, apesar de uma redução de 5,4 pontos percentuais na comparação com os últimos doze meses. É fundamental notar que, embora haja a limitação legal sobre o valor final dos juros do rotativo, a taxa inicial pactuada no momento da contratação é o que impulsiona esses números anuais estratosféricos. Após 30 dias de uso do rotativo, a dívida é automaticamente migrada para a modalidade de cartão parcelado, o que, mesmo com a alta mensal observada no parcelamento, ainda demonstra uma relativa moderação no acumulado de doze meses em comparação com períodos anteriores, indicando uma lenta adaptação do mercado às regras destinadas a combater o superendividamento crônico no país. Essa informação provém da análise detalhada das estatísticas de crédito divulgadas pela autoridade monetária nacional. A taxa média geral de juros para o crédito livre concedido às famílias registrou uma elevação de 0,9 ponto percentual apenas em novembro, acumulando um aumento de 6,2 pontos percentuais nos últimos doze meses, fixando-se em 59,4% ao ano. Este encarecimento generalizado contrasta com o cenário observado no crédito destinado às empresas, onde as taxas nas novas contratações de crédito livre apresentaram uma redução mensal de 0,6 ponto percentual, fechando em 24,5% ao ano no acumulado de 12 meses. O diferencial nas taxas para empresas, especialmente em linhas como desconto de duplicatas, sugere uma política de juros mais flexível ou focada no setor corporativo. Tais flutuações nas taxas de crédito no nível nacional têm potencial de repercussão, inclusive afetando o crédito disponível para consumidores e pequenos empreendedores na região Amazônica, como no Amazonas, impactando o consumo local e o acesso a financiamentos essenciais para a manutenção da atividade econômica regional, conforme reportado pelo Jornal de Brasília.

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