Assalto a Laboratório da USP: O que se sabe sobre o roubo de equipamentos e dados na virada do ano

Um laboratório do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) foi alvo de um assalto audacioso durante a virada do ano. Criminosos armados renderam seguranças e roubaram equipamentos valiosos, incluindo computadores com dados de pesquisa, bobinas de cobre e cabos plásticos. A Polícia Civil de São Paulo investiga o roubo ocorrido na Cidade Universitária, e até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

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Um incidente de segurança grave abalou o ambiente acadêmico e de pesquisa na metrópole paulista, especificamente no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), situado na zona oeste da capital. A ação criminosa ocorreu de forma coordenada durante a transição para o novo ano, um período em que a segurança costuma ser reduzida, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília. Um grupo de indivíduos armados invadiu as instalações localizadas no campus da Cidade Universitária, no bairro do Butantã, e conseguiu render dois vigilantes que estavam de serviço no momento da mudança de data. Este ato de violência e invasão resultou no roubo de material de alto valor, causando um prejuízo material imediato e, de forma mais preocupante, uma perda potencial de propriedade intelectual e dados científicos cruciais desenvolvidos pela instituição. As consequências do assalto vão além dos bens físicos levados. Segundo relatos do vice-diretor do instituto, professor Ildo Sauer, a subtração de computadores representa uma ameaça séria ao andamento das pesquisas. Os discos rígidos (HDs) contidos nas máquinas subtraídas armazenavam programas e informações vitais acumuladas pelas equipes de cientistas do centro. Essa perda de dados intelectuais é frequentemente mais difícil de recuperar do que os bens materiais. Adicionalmente, a Secretaria de Segurança Pública do Estado confirmou o furto de oito bobinas de fio de cobre e cerca de 80 metros de cabos plásticos, demonstrando um alvo tanto tecnológico quanto de materiais básicos. A investigação está sob a responsabilidade do 91º Distrito Policial (Ceasa) da Polícia Civil de São Paulo, que está empenhada em analisar todas as evidências disponíveis. Um ponto chave para o sucesso da apuração reside na análise minuciosa das imagens capturadas pelo circuito interno de câmeras de segurança da própria USP, as quais foram cedidas às autoridades competentes. Até o momento da divulgação das últimas informações, a polícia ainda não havia efetuado prisões ou identificado formalmente os autores do roubo, que conseguiram evadir-se sem serem capturados após a consumação do delito. A comunidade científica aguarda desdobramentos, dada a importância da USP para a pesquisa nacional.

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