Cientista Política defende investimento em educação como principal ferramenta contra desinformação nas Eleições de 2026

A cientista política Jaqueline Zulini, do FGV CPDOC, defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve priorizar investimentos em educação cívica e midiática para combater o aumento da desinformação e das fake news, visando garantir a lisura das eleições de 2026. Ela ressalta que, embora as fake news não sejam novidade, a tecnologia aumentou drasticamente seu volume e produção.

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Cientista Política defende investimento em educação como principal ferramenta contra desinformação nas Eleições de 2026
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O debate sobre a disseminação de desinformação e a crescente ameaça das fake news se consolida como um tema central para o cenário político brasileiro, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Em uma análise recente, a cientista política Jaqueline Zulini, vinculada ao prestigiado Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que o desafio atual reside no volume e na velocidade com que o conteúdo falso é produzido e distribuído, fenômeno potencializado pelo uso intensivo das plataformas digitais e suas tecnologias inerentes. Zulini enfatiza que a estratégia de combate deve ser proativa e estrutural, focando menos apenas na remoção pontual de conteúdo e mais na prevenção, um caminho que, segundo ela, deve envolver um investimento robusto em educação cívica e midiática para a população. Durante uma entrevista concedida à Rádio Eldorado, a especialista detalhou que a história política sempre foi permeada por informações distorcidas, mas a dimensão atual do problema é inédita. A sofisticação das ferramentas tecnológicas permite que atores mal-intencionados criem narrativas complexas em escala industrial, minando a confiança nas instituições democráticas. Nesse contexto, a cientista política sugere que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve assumir um papel de liderança na promoção de campanhas educativas abrangentes. Tais iniciativas seriam cruciais não apenas para capacitar o eleitor a identificar fontes confiáveis, mas também para demonstrar de forma transparente a segurança e a integridade do próprio sistema eleitoral brasileiro, reforçando a legitimidade do pleito vindouro. Para o cenário nacional, onde a polarização política muitas vezes se alimenta de narrativas simplórias ou falsas, a educação surge como a principal ferramenta de resiliência democrática, segundo a visão de Zulini. A melhor defesa contra a manipulação algorítmica e a guerra de narrativas é um corpo de eleitores bem informado e criticamente engajado. Portanto, espera-se que as discussões estratégicas para as próximas eleições considerem seriamente a necessidade de alocar recursos significativos no desenvolvimento de programas educacionais contínuos. A longo prazo, investir na capacidade crítica do cidadão é visto como o mecanismo mais eficaz para conter a eficácia da desinformação, superando os ciclos eleitorais pontuais. As ações do TSE, portanto, podem se concentrar em demonstrar a lisura do processo através da informação clara e do fomento à educação de base, conforme noticiado pela publicação original.

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