Caso Benício: Polícia cumpre mandado de busca e apreensão na casa de médica investigada em Manaus

A Polícia Civil do Amazonas cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de uma médica investigada pela morte do menino Benício Xavier, em Manaus, após ela supostamente prescrever uma dose incorreta de adrenalina. A médica e a técnica de enfermagem envolvida tiveram o exercício profissional suspenso cautelarmente por 12 meses. Além disso, a médica é investigada por falsidade ideológica devido ao uso indevido de carimbo de pediatria.

Tucupi

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Caso Benício: Polícia cumpre mandado de busca e apreensão na casa de médica investigada em Manaus
camera_altFoto: cm7brasil
Destaque
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) intensificou as investigações sobre o trágico falecimento do pequeno Benício Xavier, de 6 anos, ocorrido em um hospital da capital amazonense, Manaus, ao cumprir um mandado de busca e apreensão na residência da médica envolvida no caso. A profissional de saúde, identificada como Juliana Brasil Santos, está sob inquérito por suspeita de ter prescrito uma dosagem inadequada de adrenalina, o que teria sido o fator determinante para o agravamento súbito do quadro clínico da criança, culminando em sua morte. Durante a diligência, foram apreendidos itens cruciais para a continuidade da investigação, como o aparelho celular da médica, documentos pertinentes e, notadamente, um carimbo profissional que fazia referência à especialidade de pediatria. Esta última apreensão é particularmente relevante, visto que a investigada não possuía o título de especialista devidamente reconhecido pelos órgãos competentes, levantando suspeitas de práticas ilícitas como falsidade ideológica e uso de documento falso, conforme detalhado pelo delegado Marcelo Martins. O inquérito policial aponta para uma conduta grave, pois não apenas a prescrição medicamentosa é questionada, mas também a aplicação do fármaco. A técnica de enfermagem Raiza Bentes também figura como investigada no procedimento por ter administrado o medicamento por via intravenosa, um procedimento que, dadas as circunstâncias e a dosagem prescrita, demonstrou ser fatal para a criança. Embora nenhum mandado de busca tenha sido direcionado à técnica, ambos os profissionais enfrentam a suspensão cautelar de suas atividades laborais por um período de doze meses, uma determinação judicial baseada em pareceres do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). O magistrado responsável pelo caso destacou que a manutenção da médica em atividade, especialmente no atendimento pediátrico, configurava um risco iminente à saúde e segurança pública da população de Manaus, justificando a medida protetiva. Os fatos que levaram ao desfecho fatal começaram quando Benício deu entrada na unidade hospitalar apresentando sintomas iniciais de tosse seca e suspeita de laringite. Conforme relatado pelo pai da vítima, Bruno Freitas, a família já demonstrou preocupação com a prescrição de três doses de adrenalina em caráter intravenoso, uma via de administração que gerou questionamentos imediatos. Após a aplicação da primeira dose, o menino teve uma piora abrupta, sendo rapidamente encaminhado para a sala de emergência, transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, subsequentemente, submetido à intubação, momento em que sofreu paradas cardíacas fatais. O Hospital Santa Júlia confirmou ter afastado os profissionais envolvidos e instaurado uma apuração interna, enquanto a família da vítima busca respostas e justiça, clamando para que outras famílias não vivenciem a mesma dor. Todos os detalhes desta complexa apuração policial, que abrange a área da saúde na capital amazonense, podem ser conferidos na fonte original: https://www.cm7brasil.com/noticias/policia/caso-benicio-policia-cumpre-mandado-de-busca-e-apreensao-na-casa-de-medica-investigada/.

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