Rio de Janeiro registra mais de 71 mil vítimas de violência doméstica em 2025; serviços são reforçados no recesso

O estado do Rio de Janeiro registrou mais de 71 mil novos casos de violência doméstica contra mulheres entre janeiro e novembro de 2025. Em resposta ao aumento sazonal de casos durante as festas de fim de ano, os serviços de acolhimento e atendimento do Tribunal de Justiça foram reforçados, operando em regime de plantão mesmo durante o recesso judiciário, para garantir respostas imediatas às vítimas.

Tucupi

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O cenário da violência contra a mulher no Brasil continua a ser uma preocupação crítica, evidenciada pelos dados alarmantes registrados no Rio de Janeiro. De acordo com informações recentes do Tribunal de Justiça (TJRJ), o estado acumulou 71.762 novas ocorrências de violência doméstica no período compreendido entre janeiro e novembro de 2025. Este volume expressivo de registros sublinha a persistência de um problema estrutural que exige atenção contínua das autoridades e da sociedade civil, independentemente de datas comemorativas ou períodos de recesso institucional. A gravidade dos números aponta para a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e de uma mudança cultural profunda para erradicar este tipo de agressão que afeta milhares de vidas anualmente. Historicamente, estatísticas demonstram uma tendência de elevação nos índices de violência doméstica durante as festividades de final de ano, um período que, paradoxalmente, deveria ser de confraternização. Frente a essa previsível escalada, o Judiciário fluminense reforçou as estruturas de acolhimento e atendimento disponíveis para as vítimas, assegurando que os serviços essenciais permaneçam operantes mesmo durante o recesso forense, que se estende de 20 de dezembro a 6 de janeiro. A coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), desembargadora Adriana Ramos de Mello, enfatizou que a atuação em regime de plantão do TJRJ durante este período reforça o compromisso com o combate incessante a essas violações, reiterando que a violência doméstica é uma grave questão de direitos humanos que não pode ser negligenciada em momento algum do calendário. Para garantir que nenhuma vítima fique desassistida em situações de urgência, os canais de denúncia e socorro operam ininterruptamente, oferecendo uma rede de amparo vital. As mulheres podem contatar a Polícia Militar pelo 190 ou a Central de Atendimento à Mulher pelo 180, serviços que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, prontos para intervenção imediata. Além disso, o TJRJ disponibiliza ferramentas tecnológicas como o aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite a solicitação de medidas protetivas de urgência de maneira ágil e segura via celular, sem a necessidade de comparecimento presencial a uma delegacia em momentos de alto risco. Tais medidas buscam oferecer uma resposta rápida e humanizada, fundamental para a proteção imediata da integridade física e da vida das mulheres em risco, como destacado pelo Projeto Violeta e pela Central Judiciária de Abrigamento Provisório (Cejuvida), evidenciando um esforço institucional para lidar com a demanda crescente.

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