Após ondas de calor, Brasil entra em período de chuvas intensas com atuação da ZCAS, afetando o Norte e o Amazonas

O Brasil experimentará um período de chuvas intensas e persistentes a partir deste sábado, 3 de janeiro de 2026, devido à formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Este corredor de umidade, que se estende da Amazônia ao Sudeste, deve causar precipitação volumosa por vários dias consecutivos. As regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para Amazonas, Pará e Tocantins, são as mais vulneráveis, com previsões de volumes que podem ultrapassar 150mm, elevando o risco de inundações e deslizamentos, conforme alerta do Cemaden.

Tucupi

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Após ondas de calor, Brasil entra em período de chuvas intensas com atuação da ZCAS, afetando o Norte e o Amazonas
camera_altFoto: globo
Destaque
Após um período notavelmente marcado por ondas de calor intenso que afetaram diversas porções do território nacional, o Brasil se prepara para uma inflexão significativa no padrão climático a partir deste sábado, 3 de janeiro de 2026. O agente meteorológico responsável por essa transição é a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um sistema recorrente durante o verão brasileiro, cuja atuação tende a concentrar grandes massas de umidade na atmosfera, prometendo uma temporada de precipitações mais volumosas e com maior durabilidade. Especialistas indicam que os estados sob a influência direta da ZCAS concentram-se nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com a projeção de que este ciclo de chuvas persistentes permaneça ativo, no mínimo, até a metade da próxima semana, exigindo atenção das defesas civis. A característica fundamental da ZCAS reside na formação de um extenso corredor atmosférico de umidade, resultado da convergência de múltiplos sistemas meteorológicos que conseguem manter o ar quente e saturado sobre uma faixa específica do país por múltiplos dias seguidos. Diferentemente das pancadas de verão, que costumam ser breves e isoladas, a precipitação induzida pela ZCAS manifesta-se de maneira contínua e frequente, muitas vezes sem grandes intervalos de tempo seco ao longo do dia. Essa persistência pluviométrica é o fator que eleva o volume acumulado a níveis preocupantes, demandando um estado de prontidão das autoridades competentes e da população que reside em áreas consideradas de maior vulnerabilidade a eventos hidrológicos. Focando especificamente na região Norte, os boletins meteorológicos apontam que o sul do Amazonas, o sul do Pará, Rondônia e Tocantins estarão sob a faixa principal de atuação do sistema atmosférico. Os acumulados de chuva previstos para essas localidades podem facilmente exceder a marca de 150 milímetros ao longo do período de influência da ZCAS. A grande preocupação advém do efeito cumulativo dessa água ao longo de dias sucessivos, o que potencializa drasticamente os riscos de inundações significativas, transbordamento de rios e, especialmente em regiões de relevo mais acidentado, o perigo iminente de deslizamentos de terra e ocorrências geo-hidrológicas. O monitoramento foi imediatamente intensificado, com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitindo um aviso moderado de risco para as áreas que serão mais impactadas, conforme detalhado pela fonte em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/01/03/depois-do-calor-brasil-entra-em-periodo-de-chuvas-mais-intensas-a-partir-deste-sabado.ghtml.

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