Plano de Fuga Frustrado no Rio: Criminosos Erram Presídio Alvo, mas Ferramentas de Corte são Apreendidas

Uma tentativa de resgate e fuga de presos no Rio de Janeiro foi frustrada após criminosos confundirem o presídio alvo, o Nelson Hungria, com o Presídio Lemos de Brito, em Bangu. A ação externa foi detectada por um policial penal que, ao disparar, impediu o grupo de entregar ferramentas de corte de grades, desarticulando o plano original de fuga de quatro detentos.

Tucupi

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Plano de Fuga Frustrado no Rio: Criminosos Erram Presídio Alvo, mas Ferramentas de Corte são Apreendidas
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Destaque
Uma operação de resgate planejada para facilitar a fuga de detentos no Rio de Janeiro terminou em frustração após um erro logístico crucial por parte dos indivíduos envolvidos na ação externa. Conforme detalhado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o grupo criminoso pretendia auxiliar a libertação de presos custodiados na Penitenciária Nelson Hungria. No entanto, por um equívoco na localização, a tentativa foi direcionada ao Presídio Lemos de Brito, parte do Complexo Penitenciário de Gericinó, situado na zona oeste da capital fluminense. Este desvio de foco foi determinante para o fracasso da empreitada, embora, mesmo no presídio errado, sinais de preparativos para a fuga fossem evidentes. Quatro dos detentos visados já haviam iniciado o corte de grades em suas celas, demonstrando a seriedade e o planejamento da tentativa de evasão que estava sendo orquestrada de fora para dentro do sistema prisional carioca, evidenciando a necessidade de atenção constante em múltiplas unidades. A detecção da atividade suspeita ocorreu na madrugada de domingo, dia 21, graças à vigilância atenta de um policial penal que estava de serviço na guarita da unidade equivocadamente visada. Este profissional percebeu movimentações anômalas no perímetro externo da penitenciária, uma situação que imediatamente acionou um estado de alerta máximo dentro da estrutura de segurança. Ao identificar a aproximação de pessoas que claramente representavam uma ameaça à segurança da instalação, o agente de segurança não hesitou e efetuou disparos táticos com o objetivo claro de conter a ação criminosa e evitar que os envolvidos se aproximassem das muralhas. A pronta reação desse policial penal foi crucial para desmantelar o plano antes que os materiais ilícitos pudessem ser entregues aos presos, impedindo assim a concretização da fuga planejada, que envolvia infrações graves dentro da estrutura carcerária, conforme relatado pela própria Seap, sublinhando a eficácia dos protocolos de segurança mesmo diante de falhas logísticas por parte dos criminosos. Após a contenção da tentativa de invasão externa e a subsequente dispersão dos indivíduos que se encontravam no perímetro, as autoridades penitenciárias realizaram uma inspeção minuciosa na área de contenção. Durante essa revista, foi localizada uma bolsa abandonada, que continha materiais evidentemente destinados ao uso na infração. Entre os itens apreendidos, destacam-se quatro discos de 'maquita' – ferramentas de corte industrial conhecidas por sua capacidade de romper estruturas metálicas com relativa facilidade e rapidez. Adicionalmente, constatou-se que uma corrente, que presumivelmente seria utilizada em alguma etapa do plano, já havia sido parcialmente serrada, um indicativo de que o trabalho de preparação para a fuga estava em andamento avançado. Os presos envolvidos nesta articulação, que eram o alvo da operação de resgate externa, foram imediatamente realocados para uma ala de maior segurança, sendo transferidos para a Penitenciária de Segurança Máxima Bangu 1, visando desarticular qualquer tentativa subsequente de comunicação ou nova articulação de fuga, segundo nota oficial da Secretaria de Administração Penitenciária. A notícia, apesar de se tratar de um evento específico no Rio de Janeiro, reflete desafios constantes na segurança prisional que ecoam em todo o sistema nacional, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília.

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