Polícia Civil de SP cumpre 225 mandados de prisão contra agressores de mulheres em operação coordenada

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação "Ano Novo, Vida Nova" para cumprir 225 mandados de prisão contra agressores de mulheres envolvidos em casos de violência doméstica e familiar no estado. A ação visa coibir a impunidade e proteger vidas, ocorrendo em um momento de alta nos registros de feminicídio na capital paulista, como o caso recente do atropelamento de Tainara Souza Santos.

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Polícia Civil de SP cumpre 225 mandados de prisão contra agressores de mulheres em operação coordenada
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo intensificou o combate à violência contra a mulher com a operação denominada "Ano Novo, Vida Nova", focada no cumprimento de mandados de prisão contra agressores de natureza doméstica e familiar. A ação coordenada, que mobilizou 1.700 agentes e mais de mil viaturas, já resultou no cumprimento de 225 mandados de prisão em todo o território paulista, conforme divulgado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A iniciativa demonstra uma resposta firme do poder público contra aqueles que subestimam a lei, conforme declarou a delegada Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) diretamente envolvidas na ofensiva. Esta mobilização ampla envolve todas as esferas da Polícia Judiciária, tanto na Capital quanto no Interior, sublinhando o compromisso estadual em garantir a segurança e a dignidade feminina antes que tragédias se consumam, evitando a escalada da violência doméstica para o feminicídio. O Secretário de Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, reforçou a importância estratégica destas capturas, afirmando que a prisão de agressores é um passo crucial para a preservação de vidas e um sinal inequívoco da atuação coordenada do Estado contra a violência intrafamiliar. O esforço conta também com o suporte da Secretaria de Políticas para a Mulher, cuja secretária, Adriana Liporoni, enfatizou a meta de encerrar o ano com um saldo positivo na proteção das vítimas, ressaltando que cada agressor detido representa uma família a mais livre do ciclo de agressões. A operação se desenrola em um cenário preocupante, dado que a capital paulista registrou o maior número de casos de feminicídio desde o início da série histórica em 2015, o que aumenta a urgência e a relevância de ações repressivas como esta para desmantelar estruturas de abuso. Um dos casos que recentemente chocou o país e que está inserido no contexto de intolerância à violência de gênero é o do atropelamento de Tainara Souza Santos, que culminou em sua morte após ser arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. O agressor, Douglas Alves da Silva, foi capturado após investigações. O delegado Fernando Barbosa Bossa classificou o ato como tentativa de feminicídio, motivado pela recusa da vítima em manter o relacionamento, revelando um sentimento de posse incompatível com o respeito à condição feminina. Tais eventos trágicos, que frequentemente representam o ápice de um histórico de abusos, sublinham a necessidade contínua de fiscalização e repressão, como a promovida pela operação "Ano Novo, Vida Nova". As informações completas sobre a ação policial e os desdobramentos criminais foram originalmente reportadas pela fonte citada em https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/operacao-cumpre-mandados-de-prisao-contra-agressores-de-mulheres-em-sp/.

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