Correios detalham plano de reestruturação: R$ 8 bi necessários em 2026, corte de 15 mil funcionários e venda de agências

Os Correios apresentaram um plano de reestruturação para reverter prejuízos acumulados, exigindo um aporte de R$ 8 bilhões em 2026. As medidas incluem um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que visa cortar 15 mil postos de trabalho, venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis e fechamento de agências deficitárias, além da revisão urgente do plano de saúde dos funcionários (Postal Saúde).

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Correios detalham plano de reestruturação: R$ 8 bi necessários em 2026, corte de 15 mil funcionários e venda de agências
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Destaque
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) revelou um extenso e crucial plano de reestruturação financeira, detalhado pelo presidente Emmanoel Rondon, visando estancar uma crise que já dura doze trimestres consecutivos de prejuízos. Para viabilizar a volta ao lucro projetada para 2027, a estatal demandará um aporte de R$ 8 bilhões em 2026. Este montante se soma aos R$ 12 bilhões recentemente garantidos por empréstimo junto a bancos privados. O presidente enfatizou que a universalização dos serviços, um pilar da empresa, não pode mais ser sustentada apenas pelo monopólio das cartas em rotas rentáveis, dado o avanço da concorrência e a queda na participação de mercado para meros 22% em 2024. O plano foca em cortes operacionais drásticos para otimizar a estrutura enxuta e garantir a viabilidade logística nacional, especialmente em áreas com alta dependência da estatal, como o Amazonas. A espinha dorsal das medidas de corte reside na redução da folha de pagamento, que deve gerar uma economia de R$ 2 bilhões anuais. Para isso, a empresa projeta implementar um robusto Programa de Demissão Voluntária (PDV), que poderá resultar na saída de até 15 mil funcionários, o que representa uma redução de 18% do quadro atual. Paralelamente, a reengenharia patrimonial inclui a alienação de R$ 1,5 bilhão em ativos imobiliários considerados não essenciais à operação central. Mais de mil agências, consideradas deficitárias no modelo de atendimento atual, também estão na mira do fechamento ou da conversão para modelos de atendimento descentralizado, reconfigurando a capilaridade da rede de distribuição que atende desde grandes centros urbanos até comunidades isoladas na Região Norte. Tais medidas são apresentadas como vitais para a modernização da infraestrutura logística do país perante os desafios do comércio eletrônico. Outro ponto sensível e foco de urgência na reestruturação é a situação do Postal Saúde, o plano de assistência médica dos empregados, classificado como 'oneroso' pela gestão. As dificuldades financeiras da operadora, agravadas pela inadimplência da própria estatal, levaram a interrupções recentes no atendimento de redes hospitalares. A revisão completa do Postal Saúde é essencial para eliminar um dreno anual de R$ 500 milhões nos cofres dos Correios. A garantia da sustentabilidade da empresa é tratada como uma questão de infraestrutura pública, impactando diretamente a conectividade e o desenvolvimento econômico regional. Conforme reportado pelo G1, a companhia almeja direcionar R$ 4,4 bilhões em investimentos entre 2027 e 2030, possivelmente com o suporte do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, focando em automação, descarbonização da frota e atualização tecnológica, elementos cruciais para a eficiência logística futura, conforme detalhado na fonte original (https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/12/29/correios-detalham-plano-de-reestruturacao.ghtml).

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