Pai de Benício reage duramente à defesa de médica investigada por erro em Manaus
O pai de Benício, criança que faleceu após atendimento no Hospital Santa Júlia em Manaus, criticou a estratégia de defesa da pediatra investigada. O advogado da médica tenta transferir a culpa para falhas na UTI, mas o pai acusa a defesa de tentar isentar a médica do erro inicial que teria levado à morte da criança.
Tucupi

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A disputa judicial em torno da morte do pequeno Benício, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025 após um atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus, atingiu um novo patamar de tensão com a manifestação pública da defesa da pediatra investigada. O advogado Sérgio Figueiredo, que representa a Dra. Juliana Brasil, divulgou detalhes da tese defensiva, que busca afastar a responsabilidade direta da médica pelo desfecho fatal. A estratégia jurídica centra-se em alegar que a aplicação incorreta de adrenalina, embora prescrita, teria tido um efeito efêmero, transferindo o nexo causal da morte para as supostas falhas de conduta da equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI/CTI) que assumiu o caso horas depois. A defesa argumenta que a equipe subsequente falhou em seguir protocolos adequados durante a intubação e no manejo do quadro crítico, isentando assim a médica da causa primária do óbito.
Essa tentativa de realocar a culpa gerou uma reação imediata e veemente do pai da vítima, Bruno Freitas. Em resposta ao vídeo divulgado pela defesa, Freitas expressou indignação e ironia diante da manobra jurídica, interpretando-a como uma tentativa clara de desresponsabilizar a profissional pelo erro original que teria precipitado a crise de saúde da criança. Para o pai, a defesa parece estar sugerindo que, ironicamente, ele próprio ou o hospital deveriam ser os culpados por terem procurado ajuda médica. Freitas sustenta que o erro inicial de prescrição, cometido pela Dra. Juliana Brasil, foi o catalisador de toda a sequência de eventos que resultou na morte de Benício, e que desviar a atenção desse ponto nevrálgico da investigação é uma afronta à memória do filho.
O debate jurídico, portanto, se concentra em estabelecer com precisão o nexo de causalidade entre a ação inicial da médica e o falecimento subsequente. Enquanto a defesa insiste na quebra desse nexo causal por intervenções posteriores inadequadas na UTI, a família e a acusação mantêm a posição de que o erro da pediatra foi determinante para que a criança chegasse a um estado de gravidade irreversível. As autoridades no Amazonas seguem com as diligências para analisar a conduta de todos os envolvidos no atendimento daquela fatídica noite, embora a Justiça local, até o momento, tenha negado o pedido de prisão preventiva da profissional. A comunidade local aguarda ansiosamente o desfecho dessas investigações para que a verdade sobre as circunstâncias da morte de Benício venha à tona, conforme reportado por fontes locais, citando a cobertura do caso. (Fonte: CM7 Brasil - {url})
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