Sistema Cantareira encerra dezembro com 20,18% de volume útil e segue em Faixa de Restrição

O Sistema Cantareira, principal manancial que abastece a Região Metropolitana de São Paulo, finalizou dezembro de 2025 com apenas 20,18% de seu volume útil, mantendo-se na Faixa 4 – Restrição para janeiro de 2026. As agências reguladoras confirmaram a queda no nível em relação a novembro, apesar do período chuvoso, e reforçaram a necessidade de controle de demanda pela Sabesp e economia hídrica pela população para evitar restrições mais severas.

Tucupi

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Sistema Cantareira encerra dezembro com 20,18% de volume útil e segue em Faixa de Restrição
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Destaque
As agências reguladoras de recursos hídricos, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP-Águas, confirmaram que o Sistema Cantareira iniciará o ano de 2026 ainda sob condições de alerta hídrico. O sistema, crucial para o abastecimento de grande parte da Região Metropolitana de São Paulo, encerrou o último dia de dezembro de 2025 com seu volume útil marcando 20,18%. Este índice o mantém posicionado na Faixa 4 – Restrição, conforme estabelecido pelos protocolos operacionais que balizam a gestão dos mananciais paulistas. É fundamental notar que houve um decréscimo em relação aos 20,99% registrados no final de novembro, sinalizando que, mesmo durante o período historicamente mais chuvoso — o chamado período úmido que se estende até maio de 2026 —, a recuperação necessária para sair da zona de atenção não se concretizou no último mês do ano, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília. A permanência na Faixa 4 implica que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) continua autorizada a realizar a retirada de até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) do manancial, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Resolução Conjunta Nº 925/2017. Caso o nível caia abaixo do patamar de 20%, o sistema será reclassificado para a Faixa 5 – Especial, o que acarretará a imposição de medidas restritivas ainda mais drásticas ao consumo. Para mitigar este cenário iminente, a Sabesp pode recorrer à interligação com a bacia do Rio Paraíba do Sul, especificamente utilizando a água represada na Usina Hidrelétrica Jaguari. Esta operação funciona como uma transfusão de volume entre reservatórios, visando suplementar a disponibilidade hídrica para a Grande São Paulo em um momento crítico de baixa reserva operacional. Diante da situação delicada, a ANA e a SP Águas emitiram um comunicado oficial reforçando a necessidade urgente de uma gestão rigorosa da demanda por parte da Sabesp, ao mesmo tempo em que apelam diretamente à população para que adote práticas de economia de água sem precedentes. Esta cautela se justifica, pois o risco de atingir o volume morto ou a faixa de emergência comprometeria diretamente a segurança hídrica da metrópole, que é abastecida por este complexo de cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Embora os reservatórios estejam integralmente localizados em São Paulo, a importância estratégica do sistema transcende fronteiras estaduais, visto que parte de suas águas tem origem em nascentes localizadas em Minas Gerais, no contexto da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o que exige um monitoramento contínuo pelas esferas federais e estaduais de gestão hídrica.

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