Mãe é presa no Amazonas por coautoria em estupro de vulnerável e omissão em tortura contra a própria filha

A Polícia Civil do Amazonas prendeu uma mulher de 40 anos na cidade de Maraã por crimes de estupro de vulnerável em coautoria com o marido e omissão no crime de tortura contra a própria filha de 17 anos. A prisão ocorreu após denúncia da tia da vítima, revelando que os abusos sexuais paternos ocorriam desde os 7 anos, com a mãe supostamente autorizando a continuidade dos atos sob a condição de que o marido não se envolvesse com outras mulheres. O pai já havia sido preso anteriormente.

Tucupi

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Mãe é presa no Amazonas por coautoria em estupro de vulnerável e omissão em tortura contra a própria filha
camera_altFoto: cm7brasil
Destaque
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) efetuou a prisão de uma mulher de 40 anos na cidade de Maraã, localizada a 634 quilômetros de Manaus, por envolvimento em graves crimes contra a própria filha adolescente. A operação conjunta, coordenada pela 60ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Maraã e a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), com suporte do Departamento de Polícia do Interior (DPI), resultou no indiciamento da acusada pelos crimes de estupro de vulnerável em coautoria com o genitor e omissão no crime de tortura. As investigações tiveram início após uma tia da vítima formalizar uma denúncia em meados de novembro, alegando que a adolescente, de 17 anos, era abusada sexualmente pelo pai desde os sete anos de idade, evidenciando um histórico de violência que se arrastava por uma década. Conforme detalhado pela delegada Kássia Evangelista, da Depca, após a formalização da denúncia, o casal tentou se evadir da Justiça, fugindo para Maraã, onde se esconderam na residência de familiares do homem na zona rural do município, local de difícil acesso. O pai da vítima havia sido capturado anteriormente, no dia 6 de dezembro. No entanto, a extensão da participação da mãe veio à tona após a adolescente gravar um vídeo relatando uma condição chocante: a genitora teria autorizado que os abusos sexuais continuassem, desde que o agressor não estabelecesse um relacionamento extraconjugal com outra mulher. Embora a vítima não tenha detalhado este ponto durante a escuta especializada inicial, o vídeo trouxe à luz a cumplicidade direta da mãe nos atos criminosos contra a menor. As autoridades policiais estão aprofundando as investigações para determinar a extensão total da responsabilidade da acusada. A delegada Evangelista salientou que, além da coautoria no estupro de vulnerável, a mãe é investigada por omissão imprópria no crime de tortura, especialmente após o pai ter agredido fisicamente a vítima e raspado seus cabelos. A omissão se configura pela falha no dever constitucional de proteção e cuidado inerente à figura materna. Além disso, o inquérito busca apurar se a genitora teve conhecimento ou participação em episódios anteriores de exploração sexual, notadamente quando o pai levava a adolescente para dormir com outros homens. Mediante solicitação da Depca, a Justiça deferiu a prisão preventiva da mãe, que foi localizada escondida em outra casa de parentes do companheiro após a prisão dele. A mulher, que agora aguarda à disposição da Justiça, responderá pelos gravíssimos crimes de estupro de vulnerável e omissão no crime de tortura. A adolescente, vítima deste prolongado ciclo de violência doméstica e abuso, foi encaminhada para um Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA) e, posteriormente, ficou sob os cuidados de familiares maternos, um passo fundamental para garantir sua segurança e apoio psicológico após a exposição de tamanha tragédia familiar. A PC-AM reforça o papel crucial da denúncia familiar e da colaboração entre diferentes delegacias para desmantelar crimes dessa natureza no interior do Amazonas.

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