Etanol sobe em 19 Estados e no DF, elevando a pressão sobre os preços médios nacionais

O preço médio do etanol hidratado registrou aumento em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal na última semana, conforme dados da ANP. A alta média nacional foi de 1,36%, refletindo pressões inflacionárias generalizadas no setor de combustíveis, apesar de três estados terem registrado quedas.

Tucupi

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Os motoristas brasileiros estão sentindo o impacto de um novo reajuste nos custos de combustível, uma vez que os preços médios do etanol hidratado apresentaram elevação em uma vasta maioria do território nacional. Levantamentos semanais conduzidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmaram que o valor médio do biocombustível subiu em 19 Unidades da Federação, além do Distrito Federal. Em contraste com esta tendência majoritária, apenas três estados conseguiram registrar quedas nos valores praticados, enquanto em outros três, os preços permaneceram estáveis. Essa dinâmica de encarecimento representa um movimento significativo no mercado energético brasileiro, com potenciais reflexos diretos sobre o custo de vida e as operações do setor de transportes em diversas regiões do país. A tendência de alta culminou em um aumento de 1,36% no preço médio nacional do litro do etanol hidratado, que atingiu a marca de R$ 4,48. Notavelmente, São Paulo, que é o principal polo produtor e também um dos maiores consumidores do combustível, observou uma elevação ligeiramente superior à média nacional, com alta de 1,42%, fixando seu valor médio em R$ 4,28 por litro. As disparidades regionais foram acentuadas: o estado da Bahia liderou os aumentos percentuais semanais, com um salto de 4,15%, resultando em um preço médio de R$ 4,77. Por outro lado, o Maranhão foi o destaque negativo, registrando a maior queda percentual da semana, de 0,85%, com o preço fixado em R$ 4,66. Esses dados apontam claramente para uma distribuição desigual da pressão inflacionária sobre os combustíveis renováveis no âmbito federativo. Um ponto crucial na análise dos custos para o consumidor final é a paridade entre etanol e gasolina. Na média nacional apurada pela ANP, o etanol se mostrou desvantajoso, correspondendo a 72,03% do preço da gasolina. Apenas no Mato Grosso do Sul a relação foi favorável ao biocombustível, com uma paridade de 67,23%. Embora especialistas considerem a relação competitiva aceitável em índices superiores a 70% dependendo da eficiência do veículo, a maioria dos dados sugere que os motoristas brasileiros continuam a optar pela gasolina como alternativa mais econômica, segundo a cobertura do Jornal de Brasília. A notícia não detalha a variação específica para o Amazonas, mas a abrangência do aumento nacional sugere um cenário de alerta econômico para a região Norte.

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