Inmet prevê chuvas acima da média para janeiro no Norte, com impacto direto no Amazonas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta que janeiro de 2026 trará volumes de chuva superiores à média histórica na Região Norte, afetando principalmente o Amazonas. A previsão também inclui temperaturas elevadas, o que requer atenção para riscos de alagamentos e gestão de recursos hídricos.
Tucupi

Destaque
O estado do Amazonas, juntamente com grande parte da Região Norte do Brasil, deve enfrentar um regime de chuvas significativamente acima do volume esperado para janeiro de 2026. Esta projeção foi divulgada recentemente pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indicando que os níveis pluviométricos esperados excederão a média climatológica histórica para este período do ano. O cenário meteorológico abrangente afeta estados vizinhos como Acre, Amapá e Rondônia, mas exige atenção especial das autoridades amazonenses. Embora a alta precipitação possa ser benéfica para reabastecer reservatórios e melhorar a umidade do solo, crucial para o setor agrícola e para os ecossistemas locais após possíveis períodos de estiagem, ela também eleva o risco de ocorrência de eventos hidrológicos extremos.
As projeções do Inmet não se restringem apenas ao volume de água, mas também indicam um aumento preocupante nas temperaturas. A Região Norte deve experimentar elevações térmicas que se situam acima da média climatológica estabelecida, sinalizando a possibilidade da ocorrência de ondas de calor intenso concomitantes aos períodos de chuva. Esta combinação incomum — alta pluviosidade e calor elevado — impõe um desafio duplo às defesas civis e órgãos de gestão de crise. Há uma necessidade premente de planos de contingência atualizados para lidar com inundações repentinas e deslizamentos de terra, especialmente nas áreas urbanas densamente povoadas e nas comunidades ribeirinhas, que são historicamente mais vulneráveis a esses desastres naturais.
Para o planejamento estratégico de janeiro, as instituições governamentais do Amazonas, sejam elas municipais ou estaduais, devem utilizar este relatório técnico do Inmet como subsídio primário para ações preventivas. A infraestrutura logística, que é majoritariamente dependente da navegação fluvial no estado, precisará de monitoramento rigoroso, pois tanto a baixa quanto o excesso de água podem comprometer a navegabilidade dos rios. A gestão integrada entre defesa civil, secretarias de meio ambiente e agricultura é fundamental para maximizar os benefícios hídricos para a produção e, simultaneamente, mitigar os impactos sociais e econômicos decorrentes de cheias imprevistas, conforme detalhado nos boletins de previsão. (Fonte: CNN Brasil - https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/pa/janeiro-deve-ter-excesso-de-chuvas-no-norte-e-no-sul-aponta-inmet/)
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