Mãe que Negociava Estupros e Torturas do Marido Contra a Filha por 10 Anos é Presa em Maraã (AM)
Uma mulher de 40 anos foi presa em Maraã (Amazonas) acusada de cumplicidade nos estupros e torturas cometidos pelo marido contra a própria filha, que duraram mais de uma década. A mãe teria permitido os abusos em troca de o marido não buscar amantes.
Tucupi

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A Polícia Civil do Amazonas confirmou a prisão de uma mulher de 40 anos na cidade de Maraã, distante 618 quilômetros de Manaus, sob a grave acusação de cumplicidade em crimes hediondos contra a própria filha. A investigada é apontada como facilitadora de um ciclo de abusos que se estendeu por mais de dez anos, envolvendo estupros e torturas perpetrados pelo companheiro dela contra a vítima, que hoje tem 17 anos de idade. As autoridades destacam que a gravidade do caso reside na inação e na suposta negociação feita pela mãe, que teria consentido com os atos do agressor em troca de uma suposta fidelidade conjugal dentro do lar, demonstrando um abandono completo do dever de proteção parental. O pai, um homem de 41 anos, já estava detido anteriormente, e agora a mãe enfrenta o peso das acusações relacionadas aos crimes cometidos contra a menor durante sua vulnerabilidade.
Os detalhes levantados durante o inquérito policial, baseados no depoimento da vítima, revelam um cenário de terror contínuo que começou quando a menina tinha apenas sete anos de idade. Além dos abusos sexuais sistemáticos, a vítima relatou ter sofrido violentas sessões de tortura física, incluindo agressões com facas em locais isolados, como uma estrada próxima à residência. A mãe, segundo as investigações, tinha pleno conhecimento da dimensão das agressões e das lesões infligidas pelo marido, mas optou por não intervir ou buscar ajuda externa, caracterizando, segundo a promotoria, uma grave omissão. A prisão da mulher de 40 anos sublinha o esforço das forças de segurança locais em desmantelar redes de violência doméstica e proteger vítimas em municípios do interior do estado.
A acusada foi formalmente indiciada por coautoria no crime de estupro de vulnerável, dada a sua anuência aos atos do marido contra a filha, além de responder pelo crime de omissão no contexto das torturas sofridas pela adolescente. Este desdobramento reflete a complexidade da investigação que envolve o núcleo familiar em Maraã, um município que, como outros no interior do Amazonas, frequentemente enfrenta desafios logísticos para garantir o amparo imediato a vítimas de violência severa. A Justiça amazonense agora analisará as provas reunidas para determinar a extensão da pena aplicável aos dois genitores, no que tange à violação dos direitos humanos e à confiança depositada em seu papel protetor. A notícia foi inicialmente divulgada pelo Portal Do Holanda em 18 de dezembro de 2025.
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