Artigo critica metodologia do IBGE e aponta 'nova escravidão' por auxílios estatais no Amazonas

Um artigo de opinião de Silvio da Costa Bringel Batista discute a discrepância entre o desemprego oficial e a realidade no Amazonas. O autor critica o método do IBGE, que exclui beneficiários de auxílios estatais que não buscam emprego ativamente, gerando uma 'maquiagem estatística'. Ele argumenta que a dependência desses benefícios cria uma 'nova escravidão' no estado, propondo condicionar a ajuda à qualificação profissional e criar regras de transição seguras para o mercado de trabalho.

Tucupi

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Um artigo de opinião veiculado no Portal do Holanda, assinado por Silvio da Costa Bringel Batista, acende um debate fundamental sobre a situação socioeconômica do Amazonas ao utilizar a expressão contundente de 'nova escravidão' para descrever o efeito dos auxílios estatais sobre a força de trabalho local. O cerne da crítica recai sobre a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para aferir a taxa de desocupação. O autor detalha que, para ser classificado como desempregado, o indivíduo deve comprovar busca ativa por trabalho nas últimas quatro semanas. Consequentemente, muitos beneficiários de programas de transferência de renda, ao priorizarem a garantia de um auxílio mínimo em vez de enfrentarem um mercado de trabalho logístico e caro, são reclassificados como 'inativos', inflando artificialmente a percepção de recuperação do emprego formal, conforme apontado em https://www.portaldoholanda.com.br/silvio-da-costa-bringel-batista/nova-escravidao. Batista aprofunda a análise ao contextualizar essa falha estatística dentro das especificidades do Amazonas. Segundo o articulista, os altos custos de deslocamento e as barreiras logísticas enfrentadas por moradores de Manaus e do interior tornam economicamente irracional a busca por empregos formais com remuneração baixa ou incerta. Essa conjuntura cria uma armadilha onde o auxílio estatal, destinado a ser uma rede de segurança temporária, transforma-se em um teto de sobrevivência, minando o incentivo à qualificação e à inserção produtiva. Esta dependência institucionalizada, na visão do autor, não só mascara a ociosidade estrutural da região, mas também corrói a autonomia política do cidadão, moldando o voto para a manutenção do status quo assistencial. Para propor uma saída dessa situação que ele classifica como um 'curral eleitoral' disfarçado de política social, o autor sugere uma reorientação das condicionalidades dos benefícios. A proposta central é transformar a assistência de mero suporte em ferramenta de emancipação. Isso implicaria exigir, como contrapartida obrigatória ao recebimento, a participação em programas de formação técnica e profissional alinhados às cadeias produtivas sustentáveis do estado, como a bioeconomia e a gestão de recursos hídricos. Ademais, o texto advoga pela implementação de regras de transição robustas para quem ingressar no mercado formal. Este mecanismo visaria mitigar o medo da perda imediata do benefício ao aceitar um emprego, oferecendo um período de subsídio decrescente que garantiria estabilidade financeira durante a consolidação do novo vínculo empregatício e rompendo, assim, com a 'Armadilha da Pobreza Estatal'.

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