Amazon adapta logística para vencer distâncias na Amazônia, reduzindo prazos de entrega com nova estação em Manaus

A Amazon expandiu sua operação logística no Amazonas, inaugurando a primeira Estação de Entrega em Manaus (DAM1) e somando 20 centros logísticos no estado. A iniciativa visa reduzir drasticamente os prazos de entrega, que chegavam a 15-20 dias e agora são de até dois dias na capital e cinco no interior, superando os desafios geográficos da região com o uso de parceiros locais e entregadores associados para alcançar comunidades ribeirinhas.

Tucupi

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Amazon adapta logística para vencer distâncias na Amazônia, reduzindo prazos de entrega com nova estação em Manaus
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A gigante do comércio eletrônico Amazon implementou uma significativa reestruturação logística no Amazonas, visando otimizar a distribuição de produtos em um território marcado por vastas distâncias e complexidades geográficas. A expansão é marcada pela inauguração da primeira Estação de Entrega em Manaus (DAM1), que se integra a uma rede que agora totaliza 20 centros logísticos no estado. Essa infraestrutura estratégica, distribuída entre a Região Metropolitana e municípios do interior, promete encurtar drasticamente os tempos de espera, reduzindo a entrega na capital para até dois dias e no interior para no máximo cinco dias, um avanço notável em comparação com o cenário anterior de espera de 15 a 20 dias.

Operar na Amazônia impõe desafios logísticos singulares, onde o transporte é majoritariamente dependente de vias fluviais, estradas sazonais e, em muitos casos, acesso apenas por embarcações ou caminhos a pé. Segundo executivos da empresa, a estratégia adotada é desenvolver soluções logísticas 'fora da caixa' para alcançar municípios mais remotos como Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira. A DAM1 atua como um polo central para triagem e roteirização de milhares de encomendas diárias, a maioria originária de São Paulo, sendo crucial para a distribuição capilarizada que atinge até as comunidades ribeirinhas mais isoladas. A unidade já demonstra resultados expressivos, processando quase 10 mil pacotes por dia em seus primeiros três meses de atividade, estabelecendo-se como um ponto de referência dentro da malha nacional da varejista.

A eficiência dessa nova malha depende crucialmente da integração com a economia e o conhecimento local. A Amazon estabeleceu parcerias com operadores logísticos e utiliza uma força de trabalho de 'entregadores associados', moradores da região que compreendem as particularidades do terreno amazônico. Clientes como Eliane Moreira, moradora do Careiro da Várzea, relatam a satisfação com a rapidez e a confiabilidade do serviço, que antes era inexistente. Além de melhorar o acesso ao consumo, esse modelo logístico tem gerado impactos sociais positivos, conforme destacado pelo entregador associado Yan Carneiro, que vê no trabalho uma fonte de dignidade e oportunidade de emprego no interior, conectando moradores que antes não tinham como receber mercadorias em casa. Essa adaptação não só soluciona o histórico gargalo de distribuição, mas também injeta dinamismo na economia de serviços locais, aproveitando a rede existente para criar um sistema funcional e eficiente para o consumidor amazônida, conforme apontado pela liderança de operação da DAM1.

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