Projeto Amazonense de Tecnologia Sustentável com NFTs é Destaque Após a COP 30
Um projeto inovador do Amazonas, o NFT Hope Green, que utiliza tecnologia blockchain (NFTs) para rastrear o ciclo de vida de árvores plantadas por agricultores familiares, foi destaque na COP 30. O projeto visa otimizar a produção, aumentar a renda dos produtores e garantir a transparência para os consumidores, sendo apoiado por instituições como Fapeam, Sebrae e Idam, e já está sendo usado por 75 produtores rurais na região.
Tucupi

Destaque
Mesmo após o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), as discussões sobre inovações tecnológicas aplicadas à sustentabilidade continuam a gerar frutos notáveis na Amazônia. Um exemplo proeminente é o projeto amazonense NFT Hope Green, que chamou a atenção de líderes globais e especialistas ao apresentar uma solução baseada em tecnologia para a agricultura familiar. Este projeto inova ao utilizar Tokens Não Fungíveis (NFTs) vinculados a cada árvore plantada, criando uma ficha digital completa que monitora desde o crescimento inicial até as necessidades específicas de manejo da planta. Tal rastreabilidade oferece aos agricultores familiares ferramentas para otimizar suas operações, aumentando significativamente a produtividade das culturas, ao mesmo tempo em que provê um nível de transparência inédito para os consumidores finais.
O diferencial do NFT Hope Green reside na sua capacidade de conectar o produtor ao comprador de forma ética e rastreável. Ao adquirir um produto ligado a um desses NFTs, o consumidor tem acesso imediato ao perfil do agricultor familiar responsável, à localização exata do plantio e ao histórico detalhado de manejo da muda. Essa abordagem é intrinsecamente ligada ao fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), um pilar fundamental para elevar a qualidade de vida e impulsionar a renda no campo amazônico. A engenheira florestal Ana Paula Paiva, agente de ATER envolvida na iniciativa, ressaltou o impacto positivo da apresentação na COP 30, mencionando trocas valiosas sobre governança socioambiental e a geração de soluções práticas através da colaboração entre setores público e privado. A audiência, segundo ela, ficou particularmente impressionada com o impacto concreto que a tecnologia gera nas famílias rurais, agregando valor institucional e de imagem aos parceiros comerciais envolvidos no ciclo produtivo.
Atualmente, 75 produtores rurais no Amazonas já estão integrados a esta plataforma tecnológica, que é resultado de uma colaboração estratégica entre a startup desenvolvedora, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam). Expedito Belmont, CEO da startup, afirmou que a COP 30 cristalizou a visão de que o futuro sustentável exige atuação direta no território, especialmente em uma região com os desafios logísticos e ambientais da Amazônia. Ele enfatizou que a tecnologia deve ser uma ferramenta que serve a quem efetivamente executa a ligação entre as políticas públicas ambientais e a realidade cotidiana das comunidades, garantindo que a inovação tecnológica seja um vetor de desenvolvimento local e não apenas um conceito abstrato. (Fonte: https://emtempo.com.br/440674/amazonas/projeto-amazonense-tecnologia-sustentavel-cop30/)
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