Irmãos deixados por tia em abrigo de Manaus retornam a Santa Catarina para viver com a mãe
Dois adolescentes, que foram deixados por uma tia em um abrigo em Manaus e estavam na cidade há cinco anos, retornaram a Palhoça, Santa Catarina, para viver com a mãe após uma ação coordenada da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). A mãe obteve a guarda após recorrer à Justiça, e a Sejusc facilitou o translado aéreo, garantindo o direito fundamental à convivência familiar.
Tucupi

Uma ação interinstitucional coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) do Amazonas culminou no retorno de dois adolescentes, de 13 e 15 anos, para Santa Catarina, onde reencontraram a mãe. Os jovens, que estavam residindo em Manaus há aproximadamente cinco anos após serem deixados em um abrigo institucional por uma tia que alegava possuir a guarda, embarcaram na última quinta-feira (18) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, com destino à cidade de Palhoça, em Santa Catarina. A mobilização envolveu uma articulação detalhada com o Juizado da Infância e Juventude e o Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica), com o objetivo primordial de restaurar o direito fundamental à convivência familiar dos jovens, pilar essencial para o seu desenvolvimento psicossocial.
O processo para o reencontro familiar foi longo e complexo, envolvendo decisões judiciais que finalmente reconheceram o direito da mãe de retomar a guarda dos filhos, encerrando o período de acolhimento institucional em Manaus. A Sejusc assumiu a responsabilidade logística de garantir o translado seguro e em tempo hábil dos adolescentes, contando com o apoio estratégico da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente do Amazonas. A emoção marcou o momento da partida, conforme relatado por profissionais que acompanharam o embarque. A neuropsicóloga da Sejusc, Gerusa Barros, testemunhou a profundidade do sentimento dos jovens ao deixarem a capital amazonense, destacando que os adolescentes, no momento da decolagem do avião, expressaram que o reencontro com a mãe era o melhor presente de Natal que poderiam receber.
Este desfecho representa uma vitória para as políticas públicas de fortalecimento dos laços familiares e um exemplo da capacidade de resposta das instituições estaduais amazonenses em casos delicados de proteção à infância e juventude. O acompanhamento psicossocial não se encerra com o voo; ao chegarem em Santa Catarina, os irmãos passarão a ser assistidos pela Rede de Proteção da cidade de destino. Essa continuidade do suporte é crucial para auxiliar na adaptação e integração dos adolescentes ao novo ambiente familiar e social, assegurando que o retorno seja estável e benéfico para o futuro deles, segundo apurou a equipe que conduziu o caso e informações divulgadas pelo portal de notícias. Este desfecho também ressalta o esforço conjunto entre as esferas judiciária e administrativa para garantir a dignidade e o bem-estar dos menores em situação de vulnerabilidade.
Comentários
Carregando comentários...
