Amazonas registra 1.975 casos e 73 óbitos por vírus respiratórios até o final de 2025
O Amazonas acumulou 1.975 casos confirmados e 73 óbitos relacionados a vírus respiratórios entre janeiro e dezembro de 2025, segundo a FVS. Manaus concentra a maioria dos casos, sendo crianças menores de um ano as mais afetadas. Autoridades de saúde enfatizam a importância da vacinação e do uso de máscaras.
Tucupi

Destaque
O estado do Amazonas atingiu a marca de 1.975 casos confirmados de infecções por diversos vírus respiratórios, resultando em 73 óbitos relacionados a essas patologias no período compreendido entre 1º de janeiro e 20 de dezembro de 2025. Estes dados foram consolidados no mais recente Informe Epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), revelando um cenário de circulação contínua de múltiplos agentes infecciosos. A distribuição desses óbitos demonstra que a COVID-19 foi responsável por 30 fatalidades, enquanto a Influenza A contribuiu com 26 mortes. Adicionalmente, outras cepas, como o Rinovírus, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza B, também somaram ao número total de falecimentos, sublinhando a necessidade de uma vigilância epidemiológica abrangente que não se limite apenas aos patógenos mais notórios, mas que monitore todo o espectro das doenças respiratórias. A capital, Manaus, como polo demográfico e centro de referência em saúde do estado, naturalmente concentra a maior parte das notificações e do monitoramento ativo, desempenhando um papel central na gestão da saúde pública regional.
A análise aprofundada das notificações referentes à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aponta para uma vulnerabilidade significativa na população pediátrica durante este ciclo epidemiológico recente. De modo específico, nas últimas três semanas sob monitoramento (entre 30 de novembro e 20 de dezembro de 2025), a faixa etária de crianças menores de um ano apresentou a maior incidência de casos confirmados, compreendendo 46% do total notificado, sendo seguida de perto pela faixa de 1 a 4 anos, que respondeu por 22% dos registros. Essa alta prevalência em crianças pequenas exige atenção prioritária das famílias e um fortalecimento da capacidade de resposta do sistema de saúde municipal de Manaus para lidar com as demandas pediátricas complexas. No que tange à identificação dos vírus prevalentes nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), o Rinovírus se destacou como o agente mais frequente, respondendo por 57,5% dos resultados, um indicativo claro de que a atenção preventiva deve ser estendida para além do SARS-CoV-2 e da Influenza.
Em face do quadro epidemiológico consolidado, a FVS reforçou e divulgou um conjunto de orientações essenciais destinadas à mitigação da disseminação viral tanto na capital quanto nos municípios do interior amazonense. Tais recomendações incluem a manutenção de práticas rigorosas de higiene das mãos e a adesão estrita à etiqueta respiratória, que consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. A utilização de máscaras faciais continua sendo fortemente aconselhada para todos os profissionais da saúde, para indivíduos que apresentem sintomas respiratórios e, fundamentalmente, para aqueles pertencentes a grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades ou imunossupressão. Adicionalmente, a campanha de vacinação contra a COVID-19 e contra a Influenza segue como uma estratégia inegociável na rede pública, visando primordialmente a redução da severidade dos quadros clínicos e a diminuição das taxas de hospitalização. A proteção direcionada a bebês com menos de seis meses, através da limitação de sua exposição a locais de grande aglomeração, foi especificamente enfatizada como uma medida profilática de alta eficácia no contexto da vida urbana de Manaus, conforme detalhado no relatório emitido em 22 de dezembro de 2025. (Fonte: https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/amazonas-chega-19-mil-casos-e-73-obitos-por-virus-respiratorios)
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