Deputado do Amazonas, Alberto Neto, ignora denúncias e mantém postagem com IA sobre filho de Lula no ar
O deputado federal Alberto Neto (PL-AM) está sendo criticado por manter em seu perfil do X uma postagem com uma imagem gerada por inteligência artificial, que falsamente associa Fábio Luís Lula da Silva (filho do presidente Lula) a um investigado por fraudes no INSS. Apesar dos alertas de que a imagem é falsa, o deputado não a removeu nem se retratou, o que levanta questões éticas e legais, inclusive sobre possíveis sanções no Conselho de Ética da Câmara.
Tucupi

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O deputado federal do Amazonas, Alberto Neto (PL-AM), enfrenta questionamentos severos após manter em seu perfil na rede social X (anteriormente Twitter) uma publicação que utiliza uma imagem gerada por inteligência artificial para veicular uma notícia falsa de cunho político altamente polarizador. A postagem em questão, datada de 16 de dezembro e ainda não removida até o dia 22 de dezembro, associa Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do Presidente da República, a Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, indivíduo sob investigação por esquemas de fraude contra aposentados. A alegação feita pelo parlamentar, baseada na imagem sintética, incluía a afirmação de que ambos estariam viajando juntos de primeira classe para Portugal, insinuando desvio de recursos públicos destinados aos benefícios previdenciários. Este tipo de alegação inflama o debate político regional e nacional, tocando em temas sensíveis como corrupção e o uso de tecnologia para desinformação, um aspecto crucial no atual cenário político polarizado que afeta a sociedade amazonense, conforme noticiado por BNC Amazonas.
Apesar de ter sido alertado por diversos internautas sobre a natureza artificial e comprovadamente falsa da imagem utilizada – que foi criada pela ferramenta Gemini do Google –, o deputado Alberto Neto optou por ignorar as correções e manter o conteúdo visível publicamente em sua plataforma oficial, sem oferecer qualquer retratação formal ou esclarecimento. Esta inação levanta preocupações sobre a responsabilidade de um representante eleito na disseminação de informações enganosas, especialmente quando estas envolvem figuras públicas e órgãos federais, como a Polícia Federal (PF), mencionada na legenda original da postagem. A manutenção de uma 'fake news' em um canal parlamentar pode ter implicações sérias, considerando que o deputado já possui um histórico de condenações judiciais anteriores por divulgação de conteúdo inverídico, conforme registrado em 2022 pela Justiça, indicando um padrão de conduta questionável na esfera digital.
Especialistas em direito digital e ética política apontam que a divulgação deliberada de conteúdo fabricado por IA não apenas mina a confiança nas instituições democráticas, mas também pode acarretar consequências disciplinares rigorosas no âmbito da Câmara dos Deputados, através do Conselho de Ética. Ademais, dependendo da gravidade da imputação e da tentativa de associação a crimes, a esfera judicial, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser acionada para responsabilizar o parlamentar. Embora o foco do usuário de busca inclua a Polícia Federal em um contexto de investigações e a polarização política, a ação do deputado em Manaus, ao manipular informações que atingem o núcleo do poder federal, insere este evento diretamente no campo da alta tensão política que reflete no Amazonas. A notícia permanece relevante pela postura do político amazonense diante da desinformação e seu impacto no debate público polarizado, confirmando a natureza política do ocorrido, conforme detalhado em https://www.bncamazonas.com.br/poder/deputado-do-amazonas-ignora-denuncia-sobre-fake-contra-filho-de-lula/.
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