Família de Benício, menino morto por erro médico em Manaus, critica decisão que manteve médica e técnica soltas e cita 'provas contundentes'

A família de Benício Xavier, menino de 6 anos que faleceu em Manaus após receber uma dose incorreta de adrenalina no Hospital Santa Júlia, manifestou publicamente sua insatisfação com a decisão judicial que manteve a médica e a técnica de enfermagem envolvidas em liberdade. A família alega possuir 'provas contundentes' que justificariam medidas mais severas contra as investigadas.

Tucupi

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Família de Benício, menino morto por erro médico em Manaus, critica decisão que manteve médica e técnica soltas e cita 'provas contundentes'
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A comunidade de Manaus acompanha com atenção o desdobramento do caso envolvendo a morte do pequeno Benício Xavier, de apenas 6 anos, ocorrida no Hospital Santa Júlia após a administração incorreta de uma dose de adrenalina. Em um momento de profunda dor e simbolismo, a família da criança divulgou uma nota oficial criticando a recente decisão da Justiça amazonense, que manteve a liberdade da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia, ambas implicadas na prescrição e aplicação do medicamento fatal. A indignação familiar reside no fato de que, apesar da gravidade da alegação, as profissionais permanecem fora do sistema prisional, enquanto a família busca responsabilização máxima pelo ocorrido. A deliberação judicial, proferida pelo juiz Luís Carlos Honório de Valois Coelho, acatou o parecer do Ministério Público, que considerou que não havia surgido fatos novos que exigissem a prisão imediata das profissionais de saúde. O magistrado entendeu que as medidas cautelares já estabelecidas, incluindo o afastamento das investigadas de seus cargos, seriam suficientes para assegurar a ordem pública enquanto o inquérito segue em andamento. Contudo, a decisão foi comunicada à família na terça-feira (23), um dia marcante, pois coincidiu com o aniversário de um mês do falecimento de Benício, intensificando o sentimento de injustiça e luto. A família considera a manutenção da soltura um contrassenso diante do peso das evidências apresentadas até o momento pelas autoridades competentes. A nota emitida pelos parentes de Benício expressa claramente a descrença na manutenção da soltura das acusadas, ressaltando que a família se apoia em "provas contundentes" que estariam documentadas nos próprios registros hospitalares, as quais, em sua visão, deveriam justificar a adoção de providências judiciais mais enérgicas. Embora reconheçam a importância do devido processo legal e afirmem confiar nas instituições brasileiras, os familiares enfatizaram que a decisão recebida em uma data tão dolorosa causa um ferimento adicional, reforçando a urgência de esclarecimentos e responsabilidades claras para evitar que outros dramas familiares se repitam no cenário da saúde pública da capital amazonense. A família assegura que, apesar do revés judicial, manterá a busca pela verdade com firmeza e serenidade, conforme noticiado pelo Portal do Holanda.

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