Verão 2025/2026: Amazonas pode ter chuvas acima da média, enquanto o resto do Brasil enfrenta calor e seca

O verão 2025/2026 no Brasil deve ser marcado por temperaturas mais altas que a média e chuvas abaixo do normal em muitas regiões, devido à influência da Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS). A previsão, segundo a Climatempo, indica que o fenômeno El Niño e La Niña não terão influência significativa. Especificamente para o Norte do país, a previsão aponta que áreas como Amazonas, Roraima e o norte do Amapá terão chuvas acima da média, embora a maior parte do Brasil enfrente déficits hídricos, o que pode impactar a agricultura e a gestão de recursos hídricos, temas cruciais para a economia e o meio ambiente amazônico.

Tucupi

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Verão 2025/2026: Amazonas pode ter chuvas acima da média, enquanto o resto do Brasil enfrenta calor e seca
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O próximo fim de semana marca o início oficial do verão 2025/2026 no Brasil, e as expectativas climáticas apontam para uma estação mais quente e com volume de chuvas ligeiramente abaixo da média em grande parte do território nacional, conforme projeções da Climatempo. Esta estação, que se estenderá até 21 de março de 2026, não contará com a influência notável de fenômenos como El Niño ou La Niña, visto que o episódio de La Niña, presente na primavera, deve se dissipar até o final de janeiro. A principal força motriz das alterações climáticas esperadas neste período será a Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), um anticiclone persistente que, quando posicionado mais próximo do continente, tende a secar o ar, inibir a formação de nebulosidade e dificultar as chuvas, impactando diretamente a infraestrutura hídrica e a produção agropecuária em diversas esferas econômicas do país.

A influência da ASAS é crucial para entender a política pública e a gestão ambiental para os próximos meses, especialmente em regiões sensíveis como a Amazônia Legal. Embora grande parte do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste deva sofrer com a deficiência de chuvas e maior incidência de veranicos — períodos prolongados de calor intenso —, a previsão regional aponta nuances importantes. O estado do Amazonas, juntamente com Roraima e o norte do Amapá, está na lista de áreas que devem registrar volumes de chuva acima da média para a estação. Esta contradição climática — calor e seca em um lado do país e precipitação acima do normal no Norte — exige atenção redobrada das autoridades locais em Manaus e no interior do Amazonas para gerenciar os impactos opostos, desde o risco de inundações e cheias nos rios amazônicos, afetando a logística e a infraestrutura de transporte fluvial, até os desafios impostos pela alta umidade e calor extremo na saúde pública.

Para a economia amazônica, que é fortemente dependente da hidrologia para geração de energia e para a navegação comercial, a irregularidade das chuvas, mesmo em áreas que receberão volume acima da média, pode significar instabilidade. A previsão geral de temperaturas mais altas que o normal em boa parte do Brasil sugere um aumento na demanda energética, pressionando os sistemas de transmissão e distribuição, um ponto nevrálgico para a infraestrutura de Manaus. Políticas públicas voltadas para o monitoramento de recursos hídricos e planos de contingência para eventos extremos, sejam eles secas ou cheias intensas, serão essenciais. A observação contínua da dinâmica atmosférica, conforme detalhado pela Climatempo, fornece o subsídio técnico necessário para que os governos estaduais e municipais articulem respostas eficazes, protegendo o meio ambiente e a população das variações sazonais, conforme noticiado originalmente por Júlia Carvalho para o G1 (https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2025/12/19/verao-comeca-neste-fim-de-semana-veja-o-que-esperar-da-estacao-mais-quente-do-ano.ghtml).

É importante notar que, enquanto o Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste podem enfrentar maior risco de incêndios florestais devido à seca e ao calor, a região Norte, incluindo o Amazonas, precisará gerenciar o excesso de água em certas fases, o que implica em diferentes prioridades de infraestrutura e defesa civil. A exceção para chuvas acima da média no Amazonas, Roraima e o norte do Amapá contrasta com a tendência geral de estiagem no restante do país. Este cenário climático diferenciado sublinha a complexidade da gestão territorial no Brasil, exigindo que o planejamento para o verão leve em conta as microclimas e as consequências específicas para a economia local, desde a pesca artesanal até a logística das grandes cidades ribeirinhas.

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