Quando o forno quase apagou, a fé manteve a Mix Maná acesa em Manacapuru
O artigo de opinião narra a trajetória da empresa Biscoitos Mix Maná, sediada em Manacapuru (Amazonas), destacando como ela superou a grave crise enfrentada durante a pandemia. Fundada em 2011, a empresa de produção artesanal quase fechou, mas a resiliência da equipe e a gestão familiar, incluindo a sucessão geracional, permitiram sua continuidade. Atualmente, a Mix Maná planeja investir em novos equipamentos para garantir um crescimento sustentável.
Tucupi

A resiliência do empreendedorismo no interior do Amazonas foi posta à prova em Manacapuru, onde a Biscoitos Mix Maná, uma empresa que saiu de uma padaria de bairro para uma produtora de biscoitos industrializados, esteve à beira do colapso financeiro. O artigo, publicado no portal EM TEMPO, detalha que a continuidade da operação não foi ameaçada por falta de demanda ou qualidade do produto, mas sim pelo impacto avassalador da crise nacional que atingiu o fluxo de caixa de pequenos e médios negócios em todo o país. Este cenário desafiador exigiu mais do que capacidade produtiva; demandou uma estrutura emocional sólida, disciplina férrea e um propósito claro por parte dos fundadores, Miriam Mateus e Francisco Carlos, e da nova geração administrativa, representada por Érica Mateus, que teve que assumir o comando em meio à turbulência, um desafio comum, mas crítico, na sucessão de empresas familiares.
O período pandêmico foi classificado como o mais delicado da história da Mix Maná, forçando a administração a lidar com o risco iminente de encerramento das atividades, uma realidade vivenciada por inúmeros empresários amazônicos. No entanto, a sobrevivência do negócio foi assegurada pela dedicação de um núcleo de colaboradores essenciais. Ester Ferreira manteve a organização da padaria, Silviane Barreto ascendeu da função de embaladora à gestão da fábrica após anos de experiência interna, e João Ferreira assegurou a logística essencial para que os produtos chegassem aos pontos de venda regionais. A manutenção dessa estrutura dedicada demonstra um ponto crucial para o desenvolvimento econômico local: o sucesso em regiões distantes dos grandes centros urbanos depende frequentemente do comprometimento da equipe com o processo operacional, e não meramente dos resultados imediatos. Representantes comerciais como Anildo da Silva e Joaquim Serrão também foram vitais para preservar a presença da marca no mercado.
Apesar da superação das dificuldades mais agudas, o foco atual da Biscoitos Mix Maná está direcionado para um crescimento planejado e sustentável, distanciando-se de ambições de expansão acelerada. O plano estratégico inclui a modernização da infraestrutura produtiva, com a aquisição de um novo forno industrial e equipamentos mais eficientes, visando a otimização da capacidade fabril. Segundo o estrategista da marca, Davi Santiago, o espírito da empresa é resumido na valorização da construção conjunta do negócio. A saga da Mix Maná, portanto, é apresentada como um microcosmo da economia do interior amazônico: negócios que persistem e se desenvolvem longe de grandes incentivos governamentais, sustentados primariamente pela força do trabalho local, adaptabilidade e uma inabalável crença na continuidade da produção em Manacapuru. Fonte: EM TEMPO (https://emtempo.com.br/441014/opiniao/quando-o-forno-quase-apagou-a-fe-manteve-a-mix-mana-acesa-em-manacapuru/).
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