Polícia Federal Apreende Seis Embarcações Usadas em Garimpo Ilegal Perto da Ponte do Rio Negro em Manaus
A Polícia Federal (PF), com apoio da Polícia Militar do Amazonas, apreendeu seis embarcações, incluindo dragas e balsas, utilizadas em garimpo ilegal nas proximidades da Ponte do Rio Negro, em Manaus. A operação, motivada por denúncias sobre estaleiros clandestinos, resultou na apreensão de equipamentos de garimpo, mas não houve prisões, com a PF investigando os responsáveis.
Tucupi

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A Polícia Federal (PF) realizou uma operação significativa de fiscalização ambiental na região de Manaus, que culminou na apreensão de seis embarcações destinadas a atividades de garimpo ilegal. A ação ocorreu na quinta-feira (18), visando especificamente a área próxima à Ponte do Rio Negro, um marco geográfico e logístico vital para a capital amazonense. Esta intervenção contou com o apoio tático essencial da 2ª Companhia de Operações Fluviais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas, evidenciando uma cooperação interinstitucional robusta no combate aos crimes ambientais que afetam a área metropolitana do estado.
Durante a fiscalização detalhada conduzida pelos agentes federais, foram confiscados equipamentos cruciais para a extração aurífera ilegal. Entre os itens apreendidos encontram-se duas dragas completas, máquinas notórias pelo seu alto potencial destrutivo em ecossistemas aquáticos, um rebocador de aparência recente – embora sem motor aparente no momento da apreensão – e mais duas balsas equipadas para o garimpo. O rol de materiais confiscados também inclui ferramentas específicas para a separação de minérios, como tapetes de concentração, separadores, maçaricos e bacias. Um ponto de destaque na operação foi a descoberta de um estaleiro clandestino, o que sugere a existência de uma cadeia logística organizada para dar suporte a essas operações ilícitas que violam flagrantemente a legislação ambiental e as normativas fundiárias em vigor no Amazonas.
O acionamento da PF foi desencadeado por denúncias formais que indicavam a presença de estaleiros não regulamentados na área, servindo como bases para a construção, manutenção e reforma dessas dragas ilegais. No local, os indivíduos presentes não puderam comprovar a documentação exigida pela Marinha do Brasil para a operação e propriedade legal de tais embarcações de grande porte. Adicionalmente, os federais notaram inscrições em algumas das estruturas que apontavam para uma possível origem dos equipamentos em Porto Velho, capital de Rondônia, levantando a suspeita de que as cadeias de suprimentos para o garimpo ilegal no Amazonas envolvam movimentação interestadual de maquinário. A Polícia Federal assegura que as investigações continuarão ativas para identificar e processar os responsáveis pela propriedade e operação dos bens apreendidos, conforme reportado pela fonte original.
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