Caso Benício: Polícia pede prisão de médica e técnica investigadas pela morte do menino em Manaus

A Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça a prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, investigadas pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus, após a aplicação incorreta de adrenalina. O pedido surge após o TJAM revogar um habeas corpus concedido à médica. Além disso, a médica pode responder por falsidade ideológica e uso de documento falso por utilizar indevidamente um carimbo com referência à especialidade de pediatria.

Tucupi

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Caso Benício: Polícia pede prisão de médica e técnica investigadas pela morte do menino em Manaus
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A Polícia Civil do Amazonas deu um passo significativo no inquérito que apura a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus, solicitando à Justiça a prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva. A criança faleceu após receber uma dose incorreta de adrenalina em uma unidade de saúde local. O pedido de detenção preventiva foi protocolado após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar o habeas corpus preventivo anteriormente concedido à médica. Esta decisão judicial ocorreu dias depois que o mesmo benefício foi negado à técnica de enfermagem. As investigações, conduzidas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), avançaram, revelando que Benício morreu na madrugada de 23 de novembro, horas após receber a medicação aplicada pela técnica e prescrita pela médica, conforme relatado pelo g1 AM (https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/12/15/caso-benicio-policia-pede-prisao-de-medica-e-tecnica-investigadas-pela-morte-do-menino.ghtml). Além das investigações sobre o homicídio doloso por dolo eventual, a médica Juliana Brasil Santos pode responder também pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. Segundo o delegado Marcelo Martins, apurações indicam que a médica utilizava carimbo e assinaturas com referência à especialidade de pediatria, apesar de não possuir o título oficialmente reconhecido, o que viola as regulamentações do Conselho Federal de Medicina. A família da vítima havia questionado a aplicação da adrenalina intravenosa, pois Benício nunca havia recebido o medicamento por essa via. Após a aplicação, a criança apresentou piora súbita e, apesar dos esforços da equipe médica, faleceu horas depois. O caso gerou grande comoção em Manaus, e a família clama por justiça e medidas para que tragédias como essa não se repitam.

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