Cadela Comunitária Fica Gravemente Ferida Após Ser Atingida por Bomba 'Catolé' Durante Réveillon em Manaus

Uma cadela comunitária no bairro Santa Etelvina, zona leste de Manaus, sofreu ferimentos graves, perdendo parte da boca após ser atingida por uma bomba do tipo 'catolé' durante os festejos de Ano Novo. O incidente reacendeu o debate sobre os perigos dos fogos de artifício em áreas urbanas e a necessidade de combater maus-tratos animais.

Tucupi

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Cadela Comunitária Fica Gravemente Ferida Após Ser Atingida por Bomba 'Catolé' Durante Réveillon em Manaus
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Destaque
Um incidente lamentável marcou a virada do ano na zona leste de Manaus, quando uma cadela comunitária, carinhosamente apelidada de “caramelo” pelos moradores do bairro Santa Etelvina, foi gravemente ferida por um artefato pirotécnico. O fato ocorreu na madrugada desta quinta-feira (1º), no auge da queima de fogos que celebrava a chegada de 2026. A força da explosão de uma bomba do tipo catolé resultou na perda parcial da boca do animal, que necessitou de atendimento veterinário emergencial. O evento sublinha a periculosidade do uso indiscriminado de fogos de artifício em espaços compartilhados, especialmente aqueles com grande concentração de animais domésticos e silvestres, que são extremamente vulneráveis ao ruído e ao impacto das explosões. De acordo com testemunhas locais, o ocorrido se deu logo após a meia-noite. A cadela, que é bem conhecida na vizinhança, inicialmente demonstrou sinais de estresse devido ao barulho ensurdecedor dos rojões. Em um momento de susto ou curiosidade, ela se aproximou de um dos artefatos que estava no chão, momento em que a detonação causou a lesão severa na região facial. Os vizinhos agiram rapidamente para prestar socorro, providenciando o transporte imediato do animal para o Hospital Público Veterinário da capital amazonense. A cadela encontra-se internada, recebendo cuidados intensivos de uma equipe especializada para tentar reverter o quadro e garantir sua recuperação, embora a extensão dos danos seja preocupante. Este triste episódio na capital amazonense serve como um catalisador para renovar discussões cruciais dentro da comunidade sobre responsabilidade cívica e respeito aos seres vivos durante eventos festivos. A prática de soltar fogos, embora tradicional, cobra um preço alto em termos de bem-estar animal e segurança pública nas áreas urbanas densamente povoadas de Manaus. Autoridades e ativistas têm reiterado que o uso de explosivos em bairros residenciais não só causa pânico em animais, mas também fere o espírito de celebração pacífica, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa contra quem comete atos de crueldade contra a fauna, tipificados como crime ambiental no ordenamento jurídico brasileiro. O caso levanta, ainda, a questão da vigilância comunitária e da proteção aos animais comunitários, que dependem da boa vontade e atenção dos residentes locais. A comunidade de Santa Etelvina se mobiliza em prol da recuperação da “caramelo”, enquanto a polícia e órgãos de proteção animal podem ser acionados para investigar a origem do artefato pirotécnico e quem o utilizou de forma imprudente, podendo configurar-se como maus-tratos, uma conduta que, além de ética e moralmente reprovável, é passível de sanções legais severas, conforme a Lei Federal de Crimes Ambientais. A notícia foi reportada pelo Portal do Holanda.

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