Verão 2025/2026: Tempo quente e seco no Brasil, mas Amazonas deve registrar chuvas acima da média

A previsão climática para o verão de 2025/2026 indica temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal na maior parte do Brasil, influenciada pelo fim do La Niña. A Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) deve inibir chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Em contraste, a região Norte, especificamente o Amazonas e Manaus, deve registrar volumes de chuva acima da média, embora as temperaturas permaneçam elevadas.

Tucupi

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camera_altFoto: globo
Destaque
O verão de 2025/2026, que teve seu início oficial neste domingo, 21 de dezembro, chega com um panorama climático complexo para o Brasil. A tendência dominante apontada pelas projeções meteorológicas é de temperaturas consistentemente elevadas, superando a média histórica em vastas áreas do território nacional. Paralelamente, grande parte do país, incluindo as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Nordeste, deve enfrentar um período de pluviosidade abaixo do esperado. Este cenário é largamente atribuído ao enfraquecimento e subsequente fim do fenômeno La Niña, previsto para ocorrer até o final de janeiro de 2026, e à atuação persistente da Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), que atua como um bloqueador de umidade, inibindo a formação de frentes frias e chuvas significativas, o que pode acentuar a ocorrência de veranicos prolongados. Contudo, o estado do Amazonas e sua capital, Manaus, destacam-se como uma exceção notável neste quadro de estiagem nacional. Enquanto a seca domina o centro-sul do país, as análises climáticas indicam que a região Norte, incluindo o Amazonas, Roraima e Acre, deverá experimentar um regime de chuvas acima da média durante a estação. Essa anomalia climática exige atenção redobrada das autoridades locais, pois, embora o calor intenso seja uma constante em todo o território brasileiro, o volume hídrico mais alto no Norte afeta diretamente a gestão de rios, a infraestrutura urbana de Manaus e as estratégias de prevenção de inundações, em contraposição às preocupações com o baixo nível dos rios observadas em outras bacias hidrográficas do país. É crucial notar que, apesar da maior incidência de chuvas previstas para o Amazonas, as temperaturas médias seguirão elevadas, mantendo o clima quente característico da Amazônia em pleno verão. Os setores econômicos e sociais da região, incluindo a agricultura e o planejamento de saúde pública, devem se preparar para lidar com o calor intenso, mas com um volume hídrico mais favorável que o esperado para estados como São Paulo ou Minas Gerais. Essa disparidade regional no regime de chuvas sublinha a complexidade do clima brasileiro e a necessidade de políticas públicas adaptadas às condições específicas de cada bioma e estado, conforme detalhado na notícia original publicada no portal G1, acessível em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2025/12/21/verao-quente-e-de-chuvas-abaixo-da-media-veja-as-tendencias-para-a-estacao-que-comeca-neste-domingo.ghtml. O contraste entre o calor seco previsto para o Sul e o calor úmido com chuvas acima da média no Norte ditará os desafios ambientais da estação. Para os gestores públicos em Manaus, o foco deverá ser manter o equilíbrio entre o gerenciamento das temperaturas altas e a preparação para um período de maior precipitação em comparação com o restante do Brasil, otimizando o monitoramento hidrológico para mitigar riscos associados tanto ao excesso quanto à escassez de água, dada a volatilidade climática imposta pelas condições atmosféricas atuais.

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