Amazonas registra 1.983 casos e 75 mortes por vírus respiratórios em 2025; crianças são as mais afetadas
O Amazonas registrou 1.983 casos confirmados e 75 óbitos causados por diversos vírus respiratórios ao longo de 2025. A Covid-19 e a Influenza A foram responsáveis pela maioria dos falecimentos, enquanto crianças menores de um ano foram o grupo etário mais afetado nos últimos meses do ano.
Tucupi

Destaque
O estado do Amazonas encerrou o ano de 2025 com dados significativos relacionados à circulação de vírus respiratórios, conforme atualização divulgada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). Entre 1º de janeiro e 27 de dezembro de 2025, foram confirmados 1.983 casos de infecções por esses agentes patogênicos, resultando em um total de 75 óbitos confirmados no período. Esses números são extraídos de um universo de 5.428 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registradas no sistema de saúde estadual durante o ano. A vigilância epidemiológica aponta para a diversidade dos vírus circulantes, sendo a Covid-19 a causa de 30 desses óbitos, seguida pela Influenza A com 27 falecimentos registrados. Outros vírus como Rinovírus, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Influenza B também contribuíram para o balanço negativo, evidenciando a necessidade de atenção contínua à saúde respiratória da população amazonense, conforme detalhado no relatório oficial.
Uma análise detalhada das últimas três semanas do ano, especificamente entre 7 e 27 de dezembro, revela que a população infantil demonstrou ser a mais vulnerável a essas infecções graves. Menores de um ano representaram 42% dos casos confirmados nesse período recente, seguidos de perto por crianças de 1 a 4 anos, que somaram 27%, e a faixa etária de 5 a 9 anos, com 7% dos registros. Esse panorama reforça a importância crucial das medidas preventivas direcionadas a esse público sensível e dependente de cuidados intensivos. Enquanto isso, em termos de identificação laboratorial nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), o Rinovírus se destacou, sendo detectado em expressivos 58,1% dos exames, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) com 25,7%. A predominância desses vírus no cenário geral, tanto em Manaus quanto no interior do estado, demanda ações específicas e coordenadas de saúde pública, especialmente considerando a proximidade com o período de maior circulação viral em regiões de clima tropical.
A FVS-RCP enfatiza que, apesar da letalidade observada e da alta taxa de infecção registrada ao longo do ano, cuidados básicos e acessíveis continuam sendo a linha de frente na prevenção de síndromes respiratórias agudas. A higienização correta e frequente das mãos, juntamente com a adoção rigorosa da etiqueta respiratória — cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar —, são práticas fundamentais para interromper a cadeia de transmissão comunitária dos patógenos. Adicionalmente, o uso de máscaras faciais é fortemente recomendado para indivíduos sintomáticos, profissionais de saúde e grupos de risco estabelecidos, como idosos e pacientes imunossuprimidos, visando minimizar a disseminação em ambientes fechados ou com grande aglomeração, uma realidade constante no cotidiano urbano da capital amazonense. A manutenção ativa das campanhas de vacinação contra Covid-19 e Influenza, além da implementação estratégica da vacina contra o VSR para gestantes, são pilares estratégicos definidos para reduzir a morbidade e a mortalidade no próximo ciclo epidemiológico, conforme reiterado pelas autoridades de saúde estaduais. (Fonte: https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/amazonas-registrou-19-mil-casos-e-75-obitos-por-virus-respiratorios-em-2025)
Comentários
Deixe seu comentário
Carregando comentários...
