Inflação faz Custo do Material Escolar em Manaus Superar R$ 600, Segundo Fecomércio
Pesquisa da Fecomércio Amazonas indica que o custo médio do material escolar para famílias em Manaus em 2026 deve ultrapassar R$ 600, reflexo da inflação. O estudo aponta que os gastos são significativamente maiores para lares com dois ou mais estudantes.
Tucupi

Destaque
As famílias que residem na capital amazonense, Manaus, enfrentam um cenário de aperto financeiro significativo à medida que se aproxima o início do ano letivo de 2026. De acordo com um levantamento recente divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio), o investimento médio necessário para a aquisição do material escolar está projetado para exceder a marca de R$ 600. Este aumento expressivo é diretamente atribuído à pressão inflacionária sustentada que impacta os insumos básicos para a educação, combinada com a estrutura demográfica de muitos lares na cidade, onde ter mais de um filho matriculado amplifica o dispêndio total. Os dados coletados no início de dezembro de 2025, junto a um painel de mais de mil residentes da área urbana, mostram que uma considerável fatia dos entrevistados, cerca de 41%, espera gastar entre R$ 601 e R$ 700, enquanto impressionantes 24% preveem desembolsos superiores a R$ 700, sinalizando um desafio orçamentário notável para o início do ano.
Os fatores que culminam neste encarecimento são multifacetados e ecoam tendências econômicas mais amplas. O relatório da Fecomércio destaca que o encarecimento das matérias-primas essenciais, como a celulose utilizada na produção de papel, e a volatilidade cambial que afeta componentes importados, são os motores primários da escalada de preços. Adicionalmente, os reajustes de margem praticados pelos estabelecimentos varejistas de papelaria em Manaus contribuem para o custo final repassado ao consumidor, tornando o período pré-aulas uma época de cautela financeira. Embora a predominância de estudantes na rede pública municipal e estadual isente os pais das mensalidades, a obrigação de equipar integralmente cada estudante com a lista recomendada de cadernos, livros e outros materiais gera um ônus pontual que exige um planejamento rigoroso por parte dos responsáveis.
No que tange aos hábitos de compra, a pesquisa aponta que a concentração das despesas no mês de janeiro é a estratégia dominante entre os manauaras, buscando a conveniência de centralizar as compras e aproveitar eventuais promoções sazonais oferecidas pelo comércio local. O uso do crédito, notadamente o parcelamento via cartão, é o método de pagamento preferencial, evidenciando a necessidade de diluir este custo elevado ao longo dos meses subsequentes. Contudo, a sensibilidade ao preço permanece como o fator decisivo na escolha do ponto de venda e na determinação da qualidade ou marca dos produtos adquiridos. Este comportamento ressalta a vulnerabilidade das famílias amazonenses às flutuações econômicas, forçando-as a negociar cada centavo na busca por garantir as ferramentas necessárias para a educação de seus filhos, conforme noticiado em [https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/inflacao-e-volta-aulas-custo-do-material-escolar-supera-r-600-em-manaus].
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