PF destrói R$ 902 milhões em equipamentos de garimpo ilegal na Amazônia em operações conjuntas
A Polícia Federal, em colaboração com outros órgãos federais, destruiu equipamentos de garimpo ilegal avaliados em R$ 902 milhões em cinco Terras Indígenas da Amazônia Legal entre 2023 e 2025. As operações visaram cumprir determinações do STF e proteger comunidades indígenas, resultando em quedas drásticas no desmatamento e atividade garimpeira em áreas como Yanomami e Apyterewa.
Tucupi

Destaque
Forças de segurança federais intensificaram o combate ao garimpo ilegal na Amazônia, culminando na destruição de bens e equipamentos totalizando um valor estimado em R$ 902 milhões ao longo dos anos de 2023 a 2025. As operações coordenadas, envolvendo a Polícia Federal, Ibama, ICMBio e Funai, focaram em cinco Terras Indígenas (TIs) cruciais dentro da Amazônia Legal, abrangendo áreas habitadas por aproximadamente 60 mil indígenas de etnias como Yanomami e Munduruku. Além do montante expressivo em equipamentos destruídos — que inclui dragas, motores, aeronaves e maquinário pesado — houve a apreensão de substâncias ilícitas como mercúrio e cassiterita, juntamente com armamentos utilizados pelos invasores. Este esforço conjunto, fortalecido pelo apoio da Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e Forças Armadas, demonstra um compromisso robusto com a fiscalização ambiental e a segurança das populações tradicionais, seguindo rigorosamente as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal, conforme noticiado pelo Portal do Holanda.
Os resultados práticos dessas intervenções são notáveis e mensuráveis no campo, segundo os relatórios divulgados pelas instituições envolvidas. Em certas localidades, a eficácia das ações foi imediata e impactante; por exemplo, na Terra Indígena Apyterewa, os alertas de desmatamento registraram uma queda de 100% no mês de dezembro de 2023. Outro marco significativo foi o território Yanomami, onde houve uma redução expressiva de 98% nas áreas que apresentavam atividade de garimpo ativo, sinalizando um desmonte efetivo das estruturas criminosas. Ao longo do período analisado, foram executadas mais de 12 mil ações de fiscalização e combate, abrangendo o monitoramento de 545 aeródromos clandestinos e cerca de 40 mil veículos que transitavam pela região, resultando em um total de quatro mil autuações formais contra os ilícitos ambientais, um esforço articulado para conter a destruição ambiental.
Esses números sublinham a escala da operação e seu foco em impedir invasões que ameaçam a integridade territorial e a biodiversidade amazônica, cumprindo assim o mandamento constitucional de proteção às TIs. Autoridades federais, ao comentarem o sucesso das operações, enfatizaram que o modelo de cooperação institucional implementado é a chave para a sustentabilidade das políticas públicas de preservação. Janini Ginani, secretária-adjunta da Casa Civil, destacou que essa integração entre diferentes órgãos cria uma metodologia que não é apenas punitiva, mas fundamentalmente preventiva e duradoura para a região amazônica. Os gestores responsáveis pelas ações ressaltaram que o fortalecimento da proteção das terras indígenas depende intrinsecamente dessa articulação interministerial, garantindo que os avanços obtidos na fiscalização e na preservação ambiental se consolidem a longo prazo, visando cessar as atividades ilegais que causam danos ambientais irreversíveis e colocam em risco a saúde e a vida das comunidades tradicionais.
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