Feminicídios caem 50% no Amazonas; 12,3 mil mulheres pediram proteção policial em um ano

O Amazonas registrou uma queda de 50% nos casos de feminicídio em 2025 (oito mortes), acompanhando um aumento recorde para 12,3 mil solicitações de medidas protetivas pela Polícia Civil. A maioria das vítimas fatais não tinha proteção ativa, e as autoridades creditam a alta nas solicitações à maior confiança no sistema policial.

Tucupi

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Feminicídios caem 50% no Amazonas; 12,3 mil mulheres pediram proteção policial em um ano
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Destaque
O estado do Amazonas encerrou o ano de 2025 com um significativo recuo nos índices de violência extrema contra a mulher, registrando uma redução de 50% nos casos de feminicídio em comparação com o ano anterior. Este indicador positivo representa uma queda de 16 para apenas oito vítimas fatais em 2025, um dado que as autoridades de segurança pública buscam consolidar como uma tendência de queda. Paralelamente a essa redução nos crimes mais graves, o sistema de proteção registrou uma procura recorde por amparo: a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) contabilizou 12,3 mil solicitações de medidas protetivas de urgência. Este volume representa um crescimento substancial frente às 9 mil medidas solicitadas ao longo de 2024, sugerindo tanto uma maior conscientização das mulheres sobre seus direitos quanto uma busca mais proativa por segurança legal frente a situações de violência doméstica e familiar. A capital, Manaus, manteve-se como o epicentro da demanda, somando 13,8 mil Boletins de Ocorrência relacionados à violência contra a mulher, de um total estadual que atingiu 20,1 mil registros em 2025. A análise detalhada dos casos fatais revelou um cenário preocupante em relação à efetividade das barreiras legais. Conforme informações fornecidas pela delegada Patrícia Leão, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher do Centro-Sul, apenas uma das oito vítimas de feminicídio em 2025 possuía uma medida protetiva ativa no momento do crime. Mais especificamente, essa proteção havia sido revogada judicialmente pouco antes do desfecho fatal, por decisão da própria vítima, conforme apontam os inquéritos. Este dado sublinha a fragilidade da proteção quando a vítima, por medo ou pressão, opta por suspender as ordens judiciais, mesmo diante do risco persistente. Fontes da Polícia Civil explicam que, embora o número de B.O.s seja alto, as medidas protetivas formais são solicitadas em um momento posterior, após a avaliação da necessidade imediata de afastamento do agressor, o que naturalmente torna o volume de medidas inferior ao total de ocorrências registradas. O delegado-geral do Amazonas, Bruno Fraga, interpretou o volume recorde de 12,3 mil solicitações de proteção como um sinal claro de reforço na confiança da população feminina nas instituições de segurança e na agilidade da resposta estatal. Segundo Fraga, o fato de mais mulheres estarem formalizando pedidos demonstra que o aparato de segurança está sendo visto como uma ferramenta eficaz para romper o ciclo da violência. No interior do estado, a melhoria na infraestrutura das delegacias e uma integração mais fluida com o Poder Judiciário local contribuíram para que 2,8 mil dessas medidas fossem solicitadas fora da Região Metropolitana de Manaus. As forças de segurança reiteram o chamado para que as mulheres utilizem este instrumento legal, que obriga o afastamento imediato do agressor e restringe o contato, reforçando que o pedido pode ser formalizado a qualquer momento após a denúncia inicial, garantindo uma camada essencial de segurança em situações de risco iminente. Fonte: Portal do Holanda.

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