Um Ano Após a Morte de Djidja Cardoso: Relembrando o Caso que Marcou Manaus e as Condenações da Seita

O artigo relembra o primeiro aniversário da morte da empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, ocorrida em Manaus. A causa suspeita é overdose de cetamina, associada a rituais de um grupo religioso liderado por sua família. O caso gerou grande repercussão e resultou em condenações criminais para familiares e membros do grupo por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Tucupi

Tucupi

Um Ano Após a Morte de Djidja Cardoso: Relembrando o Caso que Marcou Manaus e as Condenações da Seita
camera_altFoto: com
Destaque
Exatamente um ano após o trágico falecimento da empresária e notória figura cultural do Amazonas, Djidja Cardoso, a cidade de Manaus ainda reflete sobre o caso que abalou a opinião pública e culminou em um intenso processo judicial. Djidja foi encontrada sem vida em sua residência, com a causa da morte apontando para uma suspeita de overdose decorrente do uso de cetamina, um potente anestésico de uso restrito. A substância estava intrinsecamente ligada aos rituais promovidos por um grupo religioso denominado "Pai, Mãe, Vida", comandado pelos próprios familiares da vítima. Este evento, que rapidamente transcendeu a esfera local, forçou uma investigação aprofundada que resultou na condenação de membros centrais da família e de outros associados, formalmente acusados de tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, solidificando o caso como um dos mais emblemáticos do noticiário policial recente na região Norte do Brasil. Antes de sua morte, Djidja Cardoso, que havia deixado o posto de sinhazinha do Boi Garantido em 2020, estava envolvida na administração da rede de salões de beleza da família, atuando ao lado de sua mãe e seu irmão. Depoimentos e evidências levantadas indicam que, nos meses que antecederam o ocorrido, a empresária lutava contra problemas severos de saúde mental, incluindo quadros depressivos, o que era visível em suas postagens nas redes sociais. A complexidade aumentou com a divulgação de vídeos obtidos por seu ex-namorado, nos quais Djidja parecia demonstrar resistência à aplicação da cetamina. Segundo a investigação policial, a droga era administrada sob a alegação de promover uma suposta "elevação espiritual" dentro do contexto da seita familiar, o que transforma este caso policial em um profundo estudo sobre dinâmicas familiares abusivas e o uso indevido de substâncias controladas sob véus religiosos. A resposta imediata das autoridades a esta morte chocante foi a deflagração da Operação Mandrágora, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas. Esta operação levou à prisão de Cleusimar Cardoso (mãe) e Ademar Cardoso (irmão), além de outros indivíduos ligados ao grupo religioso. As buscas subsequentes revelaram a posse de materiais ligados ao consumo da droga não apenas na residência familiar, mas também nas dependências dos estabelecimentos comerciais da família. A investigação classificou o grupo como uma seita que utilizava a cetamina de forma indiscriminada, mascarando o crime de tráfico sob a justificativa de propósitos espirituais, um método liderado por figuras que se autoproclamavam detentoras de autoridade religiosa, o que expõe a vulnerabilidade social explorada por estes grupos em Manaus. O aprofundamento do inquérito revelou que o grupo já estava sob monitoramento policial antes do desfecho fatal de Djidja. Além das acusações relacionadas ao tráfico e associação para o tráfico de drogas, o Ministério Público formalizou denúncias que incluíam alegações de violência sexual e a prática de abortos clandestinos entre os adeptos. O processo judicial viu sete réus denunciados pelo tráfico; no entanto, três foram absolvidos por falta de provas robustas. Seis meses após a instauração do processo, o juiz proferiu sentenças de prisão em regime fechado para a mãe e o irmão de Djidja, somados a mais cinco outros membros. Enquanto alguns condenados aguardam em liberdade provisória durante o recurso, o caso permanece como um marco divisor na discussão sobre a segurança pública, a saúde mental e os perigos inerentes a seitas e manipulações espirituais na capital amazonense. Para aprofundamento nos detalhes processuais, consulte a fonte original em https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/morte-de-djidja-cardoso-completa-1-ano-relembre-o-caso-que-chocou-o-amazonas.

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Carregando comentários...