Justiça de Manaus mantém prisões preventivas de réus no Caso Djidja Cardoso após análise de pedidos defensivos
A Justiça de Manaus, por meio da juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, manteve a prisão preventiva dos réus envolvidos no caso Djidja Cardoso, incluindo Ademar Farias Cardoso Neto e Cleusimar de Jesus Cardoso. Os pedidos de liberdade e prisão domiciliar foram negados, com a magistrada argumentando que a custódia é essencial para a ordem pública devido à natureza reiterada dos crimes envolvendo o uso de cetamina. A decisão também tratou de medidas cautelares para outros envolvidos e adiou a restituição de bens até a sentença final.
Tucupi

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A Justiça de Manaus reafirmou a manutenção das prisões preventivas de diversos indivíduos ligados ao controverso Caso Djidja Cardoso, uma decisão que impacta diretamente o andamento de um dos processos criminais mais midiáticos no Amazonas recentemente. A juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto indeferiu todos os pedidos de revogação de prisão e de substituição por medidas cautelares menos severas, como a prisão domiciliar, apresentados pelas equipes de defesa dos acusados. Entre os mantidos sob custódia preventiva estão nomes centrais da investigação, como Ademar Farias Cardoso Neto e Cleusimar de Jesus Cardoso, denunciados formalmente pelo uso e distribuição de substâncias controladas, notadamente a cetamina, em um esquema que, segundo a acusação, envolvia ambientes privados e comerciais. A complexidade e o volume probatório do caso foram utilizados como argumentos centrais para justificar a continuidade da prisão.
Na fundamentação da decisão, a magistrada rejeitou especificamente a alegação de excesso de prazo para a formação da culpa, sustentando que o tempo decorrido é proporcional à intrincada natureza da investigação conduzida pelas autoridades. O Judiciário local enfatiza que a preservação da ordem pública é um fator preponderante neste momento processual, dado o que se apurou sobre a reiteração de condutas criminosas supostamente orquestradas pelo grupo. Além da manutenção das prisões preventivas para os principais réus, a decisão judicial também estabeleceu medidas cautelares alternativas para outros envolvidos que não estavam presos preventivamente, como o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas para Verônica Seixas e outros denunciados que já estavam em liberdade provisória. Os pedidos feitos pelas defesas para a imediata restituição de bens apreendidos ao longo da investigação foram, em sua maioria, negados ou postergados para o momento da sentença definitiva.
Este desdobramento judicial marca uma aproximação da fase final do processo, que se iniciou após a trágica morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. Com as prisões mantidas, o rito processual prevê agora a apresentação das últimas manifestações formais pelas partes envolvidas, antes que a juíza profira a sentença condenatória ou absolutória. A comunidade local e observadores acompanham de perto esses desdobramentos, que se desenrolam sob forte escrutínio público e midiático em Manaus, conforme noticiado pelo Portal do Holanda (https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/justica-de-manaus-mantem-prisoes-de-envolvidos-no-caso-djidja-cardoso). A complexidade do caso, que envolve alegações graves sobre procedimentos ilícitos com medicamentos controlados, mantém o foco das atenções policiais e jurídicas na capital amazonense.
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